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apresentação



Do Grego “gero”, significando “velho” e “logia”, significando “estudo”, o termo “Gerontologia” foi introduzido em 1903 pelo biólogo russo Metschnikoff na obra “Etudes sur la nature humaine: essai philosophie optmist”[1]. Definida como a ciência que estuda o processo de envelhecimento humano nas suas vertentes biológicas, psicológica e social a Gerontologia deve ser abordada tanto na perspetiva de ciência de base como na perspetiva de ciência aplicada[2]. Sendo uma disciplina transdisciplinar, inclui, também, um carácter técnico, que mais do que conhecer e prever, induz mudança, através da sua intervenção, a nível das respostas atuais às questões do envelhecimento[3].

Para além dos aspetos demográficos a sua relevância deve-se à introdução de novos modelos e práticas no setor dos cuidados de saúde, com a implementação de serviços de carácter comunitário e domiciliário, que enfatizam os conceitos de participação, segurança e bem-estar como pilares fundamentais do exercício dos valores de cidadania ao longo do ciclo de vida.

A heterogeneidade do envelhecimento exige conhecimentos sólidos que abram os horizontes para a valorização da diversidade da experiência humana[4] pelo que a Escola Superior de Saúde de Aveiro no primeiro ciclo de ensino em Gerontologia procura dotar os seus profissionais com competências técnicas, éticas, comportamentais e emocionais sólidas e atuais. Os profissionais mantêm um acompanhamento efetivo da evolução científica e integram um corpo de conhecimento sobre o Idoso e a Família, sendo capazes de realizar avaliação, intervenção e pesquisa em diferentes dimensões; incluindo o conhecimento sobre Organizações e Metodologias para a sua Avaliação bem como sobre a Comunidade em que se inserem.

Estes profissionais podem desenvolver a sua atividade profissional em contacto direto ou indireto com a população idosa, tanto em contexto comunitário como institucional nas seguintes áreas: a) Promoção de Cuidado dos Idosos Dependentes (Serviços de Saúde Mental, Centros de Assistência Diurna/Nocturna, Cuidado da saúde e bem-estar físico, Apoio domiciliário, Serviços de apoio para cuidadores informais, Centros de dia, centros de convívio, lares e residências para idosos, Assessoria/Orientação Jurídica, Intervenção em negligencia e maltrato de idosos (contexto comunitário e institucional), Serviços de informação (telefónicos, on-line e pessoais); b) Envelhecimento ativo (Programas económicos, Programas educacionais e Programas de atividades em contexto comunitário e/ou institucional); c) Promoção do envelhecimento produtivo (Voluntariado sénior e programas inter-geracionais, Programas de emprego sénior); d) Medidas transversais (Formação de quadros técnicos e pessoal auxiliar, Investigação e desenvolvimento).


consultar plano de estudos




[1] Metschnikoff, E. Etudes sur la nature humaine: Essai de philosophie optimiste. Paris: Masson & C-ie, Paris, 1903.

[2] Fernando-Ballesteros, R. Prefácio. In: Paul, C. Ribeiro, O. (coord.). “Manual de Gerontologia: Aspetos biocomportamentais, psicológicos e sociais do envelhecimento”. Lisboa: Lidel – edições técnicas lda., 2012. p. xv

[3] Sá, J.L.M. (1999). Gerontologia e interdisciplinaridade: fundamentos epistemológicos. In: NÉRI, A.L, Debert, G.G (orgs). Velhice e Sociedade. São Paulo: Papirus. p.223-232.

[4] Paul, C. Ribeiro, O. Introdução. In: Paul, C. Ribeiro, O. (coord.). “Manual de Gerontologia: Aspetos biocomportamentais, psicológicos e sociais do envelhecimento”. Lisboa: Lidel – edições técnicas lda., 2012. p. xvii


última atualização a 16-07-2013
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