Cristiano Eiras

«É verdade que a passagem pela UA, em toda a amplitude académica, faz hoje parte do ADN da minha experiência de vida.
Após alguns anos de participação ativa em atividades extras curriculares, quer como representante de curso e dos colegas no Conselho Pedagógico, quer ao nível das festas académicas, com a implementação de barraquinhas e organização de festas com a respetiva angariação de patrocínios, quer na participação mais passiva dos vários eventos sociais e culturais promovidos pelos diversos agentes na academia, contribuíram certamente para as dificuldades em alcançar resultados como aluno de Eletrónica, apesar da excelência das condições disponibilizadas.

A UA possibilitou igualmente um recomeço, com a inscrição num novo curso, desta vez em Novas Tecnologias das Comunicação, onde, mais concentrado nos estudos, tive oportunidade de terminar a minha formação, e já como estudante trabalhador.

Hoje, sinto que esta academia permitiu-me ser aquilo que queria ser em cada momento à medida que escolhia o meu caminho.

Ao nível profissional, parece que o mesmo ciclo se repetiu. Uma primeira experiencia de empreendedorismo empresarial de 5 anos, fez-me passar pelas necessidades de criação de projetos, da respetiva venda e gestão. Após 4 anos de “aventurismo” de dispersão em várias empresas, por vários países (Brasil, Cabo Verde, Moçambique e Angola), foi necessário mais uma vez recomeçar.

O segundo ciclo profissional, no qual me encontro hoje, começou já em 2009. Inicialmente com tarefas mistas de comercial, e de apoio executivo, permitiu ganhar experiencia com pessoas com mais de 20 anos de experiencia com a criação de desenvolvimentos de empresas IT em África. Hoje, como responsável da empresa em Angola, encontro-me, com o contínuo apoio do grupo, numa fase de consolidação em crescimento, definição de processos para a melhoria da qualidade, e da implementação de novas atividades.

Parece que estamos sempre a recomeçar e a mudar fruto do avanço que a razão vai tendo sobre os outros sentidos. A busca da compreensão do eu, começou na UA, e por isso, sim, a UA teve impacto desde o início sobre a minha atividade profissional e pessoal.

Foi o meu melhor amigo da secundaria em Braga, ainda um dos meus melhores amigos hoje, que me motivou para estudar na UA, por lá estar a estudar.
Foi na UA que conheci o que são hoje os meus melhores amigos.
Foi na UA que conheci a Irene com quem me casei.
Foi na UA que comecei a recomeçar.
É em Aveiro que acabei por me fixar em Portugal.

Em Angola, voltei a encontrar recentemente, a partir da visita do Vice-reitor da UA a Luanda, vários antigos colegas da UA a trabalhar cá. Foi uma noite de festa, onde as histórias, a música, o convívio e os discursos fizeram parte de uma noite que se prologou até ficarmos todos exaustos. Não tenho dúvida que está cravado em mim parte a cultura da UA.

Envio esta introdução do que é a minha experiencia como antigo aluno da UA. Não considero que seja um percurso de sucesso. Diria mais de persistência, como falhas e concretizações. Nesta perspetiva, é-me difícil falar em conselhos. Partilho que a nossa (UA) formação, se quisermos, permite-nos estarmos no mínimo ao mesmo nível técnico do que qualquer outro oriundo de qualquer outra universidade, que a nossa cultura permite-nos uma abertura que facilita o relacionamento como outros provos, o respeito por outra culturas e ter a coragem de abraçar novas experiencias, que enraizamos a vontade de apreender, de saber mais, e de ir além, com toda a humildade.»

última atualização a 30-01-2015
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