antigos alunos - depoimentos

Deixamos aqui alguns testemunhos de antigos alunos que passaram pelo departamento de química da UA
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António José do Nascimento Queimada

         Investigador auxiliar LSRE/LCM, Porto

  • Licenciatura em Química – ramo de Química Industrial e Gestão (1999)

  • Doutoramento em Engenharia Química (Universidade de Aveiro/Universidade Técnica da Dinamarca, 2004)

  • Investigador Auxiliar no laboratório associado LSRE/LCM (Laboratory of Separation and Reaction Engineering/Laboratory of Catalysis and Materials), Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (desde 09/2006)

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O meu interesse pela Química começou no ensino secundário, tal como em muitos outros casos, por ter tido a sorte de encontrar um excelente professor. A saída de Figueira de Castelo Rodrigo, onde vivia com os meus pais, para Aveiro foi uma aposta pessoal. Até à altura (1994) muitos dos alunos do meu concelho iriam estudar para Coimbra, Lisboa ou Porto. Mas alguns amigos mais velhos falavam-me da Universidade de Aveiro como uma universidade nova, mas dinâmica, com instalações modernas e com jovens professores com diferentes percursos académicos, muitos deles doutorados no estrangeiro.

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A licenciatura em Química, ramo Industrial e Gestão foi a minha primeira opção. Combinava uma mistura adequada de fundamentos de Química com Gestão e Economia, o que a meu ver seria importante em termos profissionais, tal como posso comprovar hoje.

Apesar de recentemente a minha actividade profissional estar mais ligada à Engenharia Química do que à Química, a maneira de pensar do químico, a curiosidade científica e o rigor que me foram incutidos durante a minha passagem pelo Departamento de Química da Universidade de Aveiro continuam presentes nas minhas actividades do dia-a-dia.

 

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António Moreira

         Responsável de departamento de engenharia de produto e qualidade

  • Licenciatura em Química – ramo de Química Analítica (1987)

  • Responsável de departamento de Engenharia de Produto e Qualidade

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O meu interesse pela licenciatura em Química surgiu cedo, ainda no liceu, devido à atracção pela experimentação e possibilidade de criação de novos compostos, numa área com forte componente de investigação e possibilidades no mercado de trabalho. A Universidade de Aveiro surgiu como uma alternativa, neste caso à do Porto, pela novidade de ser uma escola nova, com um corpo docente de mentalidade aberta, e com fortes perspectivas de evolução, tal como se verificou.

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Os conhecimentos adquiridos foram fundamentais e a proximidade entre o corpo docente e os alunos auxiliou a desenvolver a capacidade de iniciativa, empenho e persistência, fundamental para o sucesso a todos os níveis profissionais. A forte componente de análise de problemas e situações então vividas revelou-se fundamental num mundo competitivo e exigente como o que actualmente experimentamos.

 

 

Filipa Belchior

         Especialista superior no laboratório de polícia científica

  • Licenciatura em Química (1991)

  • Pós-graduação em Química Oceanográfica (Universidade de Cádiz, Espanha), Mestrado em Ciências Forenses (Universidade de Staffordshire, Reino Unido)

  • Especialista superior da polícia judiciária no laboratório de polícia científica

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A escolha de Química veio sempre normalmente desde que escolhi Quimicotecnia no 9º ano. Não considerei entrar para um curso de engenharia pois não me interessei por essa área. Em Aveiro só havia Química de ramo analítico, que era até a área que mais me agradava.

A escolha da Universidade de Aveiro teve apenas a ver com o numerus clausus. Mas gostei muito da universidade, que já estava em crescimento, do ambiente da universidade e da cidade, e resolvi ficar. Hoje continuo a ser uma orgulhosa ex-aluna da UA, a que chamo a minha universidade!

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Os conhecimentos adquiridos nas várias cadeiras do curso são utilizados diariamente no meu trabalho. Sinto que tenho uma boa base de conhecimentos para trabalhar com diversas técnicas instrumentais, o que torna possível acompanhar o desenvolvimento tecnológico. Adquiri as “boas práticas laboratoriais” nas aulas de laboratório que tive durante o curso, e estas são utilizadas em todo trabalho laboratorial que tenho feito.

Quando estive em Inglaterra a ter aulas de laboratório do mestrado, com colegas de vários países, utilizei conhecimentos que há muito não utilizava e dos quais nem me recordava que tinha, mas apercebi-me que as bases adquiridas no curso tinham sido bastante boas!

 
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Gustavo Ferreira Marques

         Responsável por departamento de engenharia de produto

  • Licenciatura em Engenharia Química – ramo Polímeros e Agromateriais (2001)

  • Pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Polímeros pelo IST (2006 )

  • Responsável pelo departamento de Engenharia de Produto na empresa Flexipol

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Os mistérios da Química ou seja o estudo dos vários elementos, a forma como eles interagem e como se organizam produzindo materiais com diferentes propriedades sempre me fascinou. Assim que descobri que existia uma licenciatura que para além de estudar estes fenómenos, os aplicava de uma forma prática a um processo industrial, soube que queria ser Engenheiro Químico. A escolha da Universidade de Aveiro como centro para aquisição de conhecimentos prendeu-se com o facto de já conhecer as suas excelentes instalações e a sua forte vocação para a formação de engenheiros, visto que o meu irmão já estudava nesta Universidade.

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O plano curricular, em que existe uma forte componente de engenharia e da licenciatura ter muitas cadeiras na área dos polímeros naturais e sintéticos também foi um factor decisivo.

Ao longo dos 5 anos da minha licenciatura em Engª Química na UA adquiri acima de tudo uma visão prática dos problemas, visto que a componente experimental do curso e o contacto com a indústria na parte de seminário e projecto, assim o permitiu. Aliada a esta visão prática, obtive uma sólida base teórica que me permitiu e me permite enfrentar os muitos e diversificados problemas que a Indústria Química nos coloca hoje em dia.

 

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João Leonel Costa

         Responsável técnico na direcção regional de agricultura e pescas do Algarve

  • Licenciatura em Química Analítica (1994)

  • Mestrado em Qualidade em Análises na Universidade do Algarve (2006)

  • Responsável técnico da Unidade de Resíduos de Pesticidas em Produtos Vegetais na Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve (desde 1995)

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As ciências exactas sempre me fascinaram. Embora o que me mais desejasse fosse estudar Bioquímica, chegada a altura de concorrer, tentei também outras opções, Química, Engª Química e Ciências Geofísica e caso houvesse mais possibilidades de concurso, mais variadas seriam. As sortes ditaram efectivamente o curso de Química Analítica e nestas coisas sou muito pragmático, adoptei-o logo como a minha filosofia de vida.

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Relativamente à Universidade, surgiu na decorrência da escolha das licenciaturas. Mais tarde me apercebi que a Universidade de Aveiro era uma Universidade jovem mas extremamente dinâmica e com uma reputação granjeada pela qualidade do ensino, reconhecida internacionalmente e pelas excelentes referências aos profissionais que lá se formaram.

No que respeita à licenciatura em Química, propriamente dita, devo referir como factor de extrema importância, em termos profissionalizantes, a relevância dada à componente prática laboratorial. Este aspecto é fundamental quando é necessário dirigir equipas de trabalho na área laboratorial e gerir o desenvolvimento e implementação de técnicas analíticas.

Por todos estes aspectos, encontro-me actualmente extremamente satisfeito por esta licenciatura ter contribuído para o meu sucesso profissional e pelos bons amigos e momentos bem passados que pude encontrar em Aveiro.

 

 

Luís Fernando Martins Lopes

         examinador de pedidos de patente no Instituto Europeu de Patentes, Holanda

  • Licenciatura em Química Analítica (1990)

  • Doutoramento em Electroquímica/Análise Instrumental (Universidade de de Liège, 1995)

  • Examinador de pedidos de patente no Instituto Europeu de Patentes (EPO: www.epo.org), Holanda, desde Abril de 1997 (área dos materiais para as indústrias e artes gráficas)

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A escolha de Licenciatura em Química da Universidade de Aveiro foi em parte fruto do sistema de selecção vigente na época (1986), pois era de facto a minha segunda escolha, falta de média para entrar em Bioquímica em Coimbra. Com o decorrer dos anos acabei por me convencer, tanto por razões académicas como por razões mais pessoais, que tivera de facto muita “sorte” em ter entrado em Aveiro, tanto pela qualidade do ensino, como pelo “bom ambiente” no Campus Santiago; outro factor na escolha de Aveiro, foi a proximidade relativamente à minha zona de origem.

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Estimo hoje que recebi uma boa formação de base na UA, que me permitiu em seguida abordar uma série de outros domínios com relativa facilidade. No entanto, por comparação (com a Universidade de Liège, onde fiz o 4° ano), acho que o sistema de exames era pouco selectivo (o que combinado com propinas quase gratuitas, permitia a muitos não levar os estudos a sério).

Na minha posição actual, é difícil de medir o sucesso da minha formação académica inicial, visto que houve pelo meio o doutoramento (em áreas mais relacionadas com o meu trabalho, que exige conhecimentos em polímeros, química-física, química inorgânica, electroquímica, etc…), e 10 anos de experiência profissional num ambiente que é tudo o oposto do mundo académico.

Em conclusão, posso no entanto dizer que gostei muito de estudar na UA.

 

 

Maria da Graça Henriques Vicente

         Professora catedrática na Universidade de Louisiana

  • Licenciatura em Química (1986)

  • Doutoramento em Química, em Outubro de 1990, no departamento de química da Universidade da Califórnia - Davis (EUA)

  • Professora catedrática no departamento de química da Universidade da Louisiana (EUA)

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Maria da Graça Henriques Vicente obteve a Licenciatura em Química na Universidade de Aveiro em Junho de 1986 e o doutoramento (Ph.D.) em Quimica em Outubro de 1990, no Departamento de Química da Universidade da Califórnia Davis (EUA). Depois de três pós-doutoramentos na Universidade de Bourgogne em Dijon (França), na Universidade de Geneve (Suíça) e no Instituto de Technologia Química e Biológica em Oeiras, a Dra. Graça Vicente começou a sua carreira académica como professora auxiliar no Departamento de Química da UA em Outubro de 1993.

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Após 4 anos e meio na UA a Dra. Graça Vicente voltou para os EUA, como professora assistente nos Departamentos de Química e de Cirurgia Neurológica da Universidade da Califórnia Davis (EUA), onde esteve 3 anos e meio. Em Agosto de 2001 a Dra. Graça Vicente continuou a sua carreira académica no Departamento de Química da Universidade da Louisiana como professora associada. Em 2003/2004 a Dra. Graça Vicente fez a sua agregação e em 2005/2006 foi promovida a professora catedrática de Química.

Em retrospectiva a Licenciatura em Química na Universidade de Aveiro em 1986, deu as bases necessarias para a Dra. Graça Vicente fazer o doutoramento nos Estados Unidos e ter uma carreira académica de sucesso. A licenciatura na UA foi uma escolha óbvia para a Dra. Graça Vicente, já que ela é de Aveiro e, para alem disso, a UA era em 1982 umas das Universidades mais novas e modernas do pais.

 

Marta Helga Freire Lopes

         técnica superior da CELBI S.A.

  • Licenciatura em Química Analítica (1994)

  • Doutoramento em Química, especialidade Química Inorgânica e Materiais (Universidade de Aveiro, 2000)

  • Técnica Superior na empresa Celulose Beira Industrial S.A. (CELBI)

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Quando concorri ao Ensino Superior tinha uma certeza: queria obter uma Licenciatura na área de Química. Não sabia muito bem se deveria ser uma Licenciatura em Engenharia Química, Química ou Físico-Química. Na decisão final pesou o facto de eu ser natural de Aveiro e existir uma Universidade nesta cidade que em 1990 ministrava duas Licenciaturas em Química - Q. Analítica e Q. Alimentar. Por esse motivo, a Licenciatura em Química Analítica acabou por ser a minha primeira opção porque abordava diversas áreas da química e tinha uma forte componente prática.

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Tenho muito boas recordações do meu tempo de estudante da UA e do convívio saudável que existia entre colegas, assim como da simpatia e disponibilidade dos docentes.

De 1995 a 2001 permaneci no Departamento de Química da UA onde leccionei aulas laboratoriais de diversas disciplinas de Química e realizei investigação no âmbito de um programa de Doutoramento e um Pos-Doc, na área da química da cortiça e técnicas avançadas de RMN do estado sólido. Actualmente trabalho numa empresa de pasta de celulose na área do Desenvolvimento do Produto e do Processo.

Posso afirmar que os conhecimentos adquiridos na Licenciatura de Química Analítica têm sido bastante úteis na área do controlo da qualidade analítica e implementação e validação de métodos de análise no Laboratório de Ensaios da empresa. Por outro lado, a experiência e os conhecimentos adquiridos no Doutoramento têm sido bastante úteis na compreensão da química dos processos de produção de pasta de celulose. Obviamente sinto falta de alguns conhecimentos de engenharia, mas o mais importante na vida profissional é a capacidade de adaptação e aprendizagem contínua.

 

 
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