Multimédia em Ambientes Artísticos › 47708

código no paco
47708
área científica
Ciências e Tecnologias da Comunicação
créditos
7
escolaridade
ensino teórico (T) - 1 hora/semana
ensino teórico-prático (TP) - 3 horas/semana
idioma(s) de lecionação
a inserir brevemente
objectivos
O objectivo principal de MAA consiste na exploração de sistemas de desenvolvimento digitais, aplicando-os ao domínio das artes de forma a dotar o aluno de autonomia e capacidade de integrar equipas multidisciplinares.

As linguagens de programação e os dispositivos electrónicos são abordados não pela perspectiva da engenharia, que premeia a eficiência e a eficácia, sendo antes abordadas por uma camada intermédia que tem ao seu dispor sistemas de desenvolvimento high-level. Este sistemas permitem abstrair as camadas mais próximas do hardware e do discurso da engenharia e libertar o autor para o domínio da comunicação e da criatividade. A criação de conteúdos artísticos interactivos exige, num dado momento, o sensoriamento do corpo do(s) participante(s) e desenvolvimento de interfaces físicos e até mesmo, de interfaces não-invasivos. A disciplina de MAA tem então aqui como objectivo dar a conhecer e explorar soluções tecnológicas ao nível da electrónica e da “Physical Computing” disponíveis para artistas e designers de interacção: como são o caso das placas microcontroladas que possibilitam a implementação de inúmeros sensores e actuadores físicos, sem necessidade de recorrer a uma linguagem de programação low-level. A visão por computador e a interacção homem-máquina são igualmente, objecto do nosso estudo, enquadrando os seus conceitos na implementação e concepção da tipologia de interfaces não-invasivos. O objectivo é potenciar a capacidade de desenvolver instalações que permitam os participantes interagir de uma forma cada vez mais natural e “próxima” da linguagem do seu corpo.

 

competências
  • Conhecer soluções tecnológicas ao nível da electrónica e da “Physical Computing”;
  • Compreender as especificidades relacionadas com a conceptualização, desenvolvimento e implementação de aplicações multimédia interactivas;
  • Conseguir integrar sensores físicos e componentes electrónicos em aplicações multimédia;
  • Conseguir criar conteúdos artísticos interacção física com o meio ambiente, nomeadamente através da interacção física com os participantes.
conteúdos
  1. Estética Digital
    1. Panorama da Arte Digital
    2. Obras e Artistas de referência
    3. Estatuto do sujeito mediador
    4. Temporalidade e mediação
    5. O corpo na era digital
  2. Computação Física
    1. Introdução à electrónica para artistas
    2. Sensores
    3. Actuadores
    4. Programação de microcontroladores (Arduino)
    5. Sistema de desenvolvimento Arduino
    6. Protocolos de comunicação (RS232, Ethernet)
  3. Plataformas de Desenvolvimento (Software)
    1. Processing
  4. Tópicos de Interacção Homem-Máquina (HCI)
    1. Realidade Virtual
    2. Realidade Aumentada
avaliação

A avaliação é discreta e baseada nos seguintes momentos de avaliação intercalares:

- A1 Artefacto de comunicação (30%) – exercício de computação física. Trabalho desenvolvido por grupos de 2 alunos. Cada grupo deverá produzir e montar um pequeno filme (com duração de 2minutos) cujo o objectivo é apresentar o conceito do artefacto e o seu funcionamento.

-A2 Reflexão teórica (20%) - em formato de artigo científico (short-paper) sobre um autor, obra ou tema da Arte digital ou do Design de Interacção, relacionado directamente com a temática do projecto. Os critérios de avaliação são a qualidade do discurso, a pertinência do tema para a arte e o rigor científico.

-A3 Projecto Final (50%) Trabalho de grupo projectual num
dos temas das disciplina. Planificação e documentação das etapas de projecto através da apresentação de um dossier. Os critérios de avaliação são a capacidade de investigação, a expressão e técnica.Cada grupo deverá produzir e montar um pequeno filme de divulgação do projecto (com duração de 2minutos).

A assiduidade e desempenho do aluno da sala de aula são factores que contribuem para a formação das notas parciais da avaliação discreta.

requisitos
Não tem.
metodologia
Nas aulas práticas, procede-se à operacionalização dos conceitos teóricos
através da experimentação orientada, utilizando-se metodologias
demonstrativas, de trabalho individual, em grupo e trabalho projectual.
A disciplina possui um dossier digital no sítio de ensino à distância da UA
(elearning).
bibliografia recomendada
Técnica:
  • Noble, Joshua. Programming Interactivity. O'Reilly, 2009.
  • IGOE, Tom; O'SULLIVAN Dan, Physical Computing – Sensing and Controlling the Physical World with Computers, ed. Thomson, 2004.
  • IGOE, Tom, Making Things Talk. O'Reilly Media, 2007.
  • IGOE, Tom; O'Sullivan, Dan Physical Computing: Sensing and Controlling the Physical World with Computers. Course Technology PTR, 2004.
  • OXER, Jonathan; Blemings, Hugh. Practical Arduino: Cool Projects for Open Source Hardware . Apress, 2009.
  • REAS Casey; Fry, Ben; Maeda, John. Processing: A Programming Handbook for Visual Designers and Artists Publisher: The MIT Press, 2007.
Outros:
  • CHAVARRIA, Javier. Artistas de Lo Imaterial. Arte Hoy. Hondarribia: Nerea, 2002.
  • ECO, Umberto. Obra Aberta. Viseu: Difel, 1989.
  • ECO, Umberto. A Definição da Arte. Lisboa : Arte e Comunicação, Edições 70, 2006.
  • FLUSSER, Vilém. Ensaio Sobre a Fotografia. Para uma Filosofia da Técnica. Lisboa: Relógio d’Água, 1998
  • FRY, Ben, CASEY, Reas, Processing A Programming Handbook for Visual Designers and Artists, ed. MIT Press;
  • GERE, Charlie, Art, Time and Tecnhology;
  • GIL, José. «Sem Título» Escritos Sobre Arte e Artistas. Lisboa: Relógio d’água, 2005.
  • GREENBERG, Ira, Processing – Creative Coding and Computational Art, ed. Friendsoft;
  • GRAU, Oliver. Virtual Art. From Illusion to Immersion. Massachusetts: Institute of Tecnology, 2003.
  • GIANNETI, Claudia, Estética Digital – sintopía del arte, la ciencia y la tecnología, Associació de Cultura Contemporània L'Angelot, Barcelona;
  • KERCHOVE, Derrick. A Pele da Cultura. Lisboa: Relógio d’água, 1997.
  • MCLUHAN, Marshall, Understanding Media: the extensions of man, New York: The New American Library, Col. A Mentor Book, 1964.
  • MAEDA, John and Burns, Red, Creative Code: Aesthetics and Computation, London: Thames & Hudson Ltd, 2004.
  • MANOVICH, Lev, The language of new media, Cambridge: MIT Press, 2001.
  • MANOVICH, Lev. What Is New Media? United States of America: Massachussetts Institute of Tecnology, 2001.Martin, Sylvia. Art Vidéo. Germany: TASCHEN, 2006.
  • MÈREDIEU, Florence de. Arts et Nouvelles Technologies Art video, Art Numérique. France: Larousse, 2005
  • OLIVEIRA, nicolas de, OXLEY, nicola, PETRY, michael, Instalation Art, Thames & Hudson, 2003.
  • PAUL Christiane, Paul, Digital Art, Londres: Thames & Hudson, 2003.
  • RUSH, Michael, New Media in late 20th – Century Art, London: Thames & Hudson, 1999.
  • TRIBE, Mark; JANA, Reena. Art des Nouveaux Médias. Germany: TASCHEN, 2006.
  • VAIRINHOS, Mário. Interactividade e Mediação. Ed. Colecção Novos Media. Porto: Mimesis, 2002.
  • WANDS, Bruce (2006). Art of the Digital Age, New York, Thames & Hudson.
  • WILSON, Stephen, Informational Arts – intersections of art, science, and tecnhology, The MIT Press, 2002.
Este sítio web utiliza cookies sem recolher informação pessoal que permita a identificação dos utilizadores. Ao navegar neste sítio está a consentir a sua utilização.saber mais
Para que esta página funcione corretamente deve ativar a execução de Javascript. Se tal não for possível, algumas funcionalidades poderão estar limitadas.