olfatometria

O odor é definido como uma sensação resultante da receção de um estímulo pelo sistema olfativo. A frequência, a concentração, o tipo e o nível de deteção dos odores são as principais características cujos efeitos combinados poderão afetar a população.

A exposição prolongada a odores pode causar impactos físicos, dependendo da concentração de certos gases. A resposta de exposição a um determinado odor é muito subjetiva, estando dependente do tipo de cheiro, intensidade do odor e em que contexto é que esse ocorre.

Para avaliar a incomodidade de odores é necessário medir as concentrações de odores emitidas e/ou avaliar os níveis de odor na envolvente das fontes, juntos aos recetores sensíveis.

Dado a inexistência de legislação ou diretrizes nacionais sobre esta matéria, a avaliação e definição de níveis de incomodidade realiza-se frequentemente com base nas diretrizes de outros países. Por exemplo, a Dinamarca, Holanda, Grã-Bretanha, Irlanda e Alemanha têm legislação e/ou diretrizes que abordam a temática da incomodidade dos odores e os métodos para a sua quantificação.

A Norma Europeia EN 13725:2003 – Determinação da concentração de odores por olfatometria dinâmica, tem vindo a ser aplicada em Portugal no que diz respeito à amostragem de odores, sendo associada às normas alemãs VDI 3940:2006 – 1 – Medição do impacto da frequência de odores – medições em grelha e VDI 3940:2006 – 2 – Medição do impacto da frequência de odores – medições de penacho.

O IDAD possui uma vasta experiência na avaliação da incomodidade de odores nomeadamente na aplicação de modelos de dispersão, possuindo um Olfatómetro que cumpre integralmente a Norma Europeia  EN 13725:2003. 


As medições de campo são a forma mais direta de avaliar a perceção dos odores na população, uma vez que são realizadas com painéis de assessores qualificados. Estas medições de campo surgem geralmente associadas à modelação da dispersão de odores.

No caso de fontes de odor pontuais ou outras bem caracterizadas, a avaliação da incomodidade é simples, uma vez que os dados de emissão e de meteorologia servem de dados de entrada para a aplicação de modelos de dispersão, permitindo a obtenção dos níveis de incomodidade anual.

No caso de emissões difusas ou na impossibilidade de caracterização das emissões a VDI 3940:2006- 2 apresenta a metodologia a seguir para determinação da dimensão do penacho de odor. Neste caso, apenas são efetuadas medições na área onde o odor é percetível, sendo estas realizadas ao longo de pelo menos 5 dias, com um mínimo de 5 assessores. Os dados obtidos são representativos apenas do período de medição, pelo que se recorre à modelação da dispersão para a avaliação anual.

 






última atualização a 02-06-2013
Este sítio web utiliza cookies sem recolher informação pessoal que permita a identificação dos utilizadores. Ao navegar neste sítio está a consentir a sua utilização.saber mais
Para que esta página funcione corretamente deve ativar a execução de Javascript. Se tal não for possível, algumas funcionalidades poderão estar limitadas.