Capital de risco: da prática ao conceito

TERÇA-FElRA, 20 de Março de 2007
DA Economia

EMPREENDER – DA TEORIA À PRÁTICA 

EVENTOS

Seminário “Balanced Scorecard Integrado” : Ciclo de quatro seminários nos quais se pretende apresentar e discutir conceitos relacionados com a Gestão Estratégica e de Recursos Humanos, o Benchmarking e os Sistemas de Gestão organizacionais, o Balanced Scorecard e a sua total integração com as outras áreas de Gestão. Dias 29 de Março, 12 de Abril, 19 de Abril e 10 de Maio de 2007.

7º Venture Capital IT : O Congresso Internacional de Capital de Risco e Empreendedorismo é um evento de referência em Portugal na área do capital de risco. Este ano terá lugar nos dias 8 e 9 de Maio.

Congresso Europeu de Business Angels : O evento terá lugar no Centro de Congressos do Estoril e será um momento privilegiado para o debate alargado do papel dos business angels na promoção do empreendedorismo e na afirmação legal da sua figura. Será nos dias 16 e 17 de Abril.

Semana do Empreendedorismo 2007 - 16 a 20 de Abril de 2007 : O programa irá contemplar a realização de workshops e exposições sobre Empreendedorismo em Sectores Tradicionais, o Ensino do Empreendedorismo nas Escolas, o Empreendedorismo Tecnológico e o Empreendedorismo Social. Em simultâneo decorrerá o Programa de Avaliação do Perfil Empreendedor, ministrado pelo Prof. Christopher Curtis, considerado um dos maiores especialistas mundiais na Formação de Empreendedorismo.


PROGRAMAS DE INCENTIVOS

FINICIA

O programa tem 3 eixos de actuação:

-         EIXO I - Projectos de Forte Conteúdo de Inovação : financiamento até 85% do investimento; máximo investimento de 2,5 milhões de euros; empresa adquire estatuto IAPMEI–INOVAÇÃO.

-         EIXO II - Negócios Emergentes de Pequena Escala : micro crédito: financiamento até 25.000 €; micro capital de risco: financiamento de pequenos projectos de investimento, de 50.000 € até 100.000 €, sendo o investimento máximo de 45.000 €.

-         EIXO III - Iniciativas Empresariais de Interesse Regional : Micro e Pequenas Empresas com actividade essencialmente de âmbito local; p ara implementação deste Eixo a nível local serão constituídos por  protocolo Fundos Locais com um valor limite de referência de 500.000 €, destinados a financiar investimentos a realizar nos respectivos concelhos.

 

FINCRESCE

Este é um projecto que pretende complementar o FINICIA, direccionado para empresas em situação estável e com boas performances. Visa contribuir para optimizar as condições de financiamento das empresas que prossigam estratégias de crescimento e de reforço da sua base competitiva.

O público-alvo da iniciativa é o conjunto de PME Líder, empresas que pelas suas características se posicionam como motor do desenvolvimento da economia nacional e que poderão atingir o estatuto PME Excelência.

 

FINTRANS

E ste programa destina-se sobretudo a apoiar a renovação e transmissão de empresas, impedindo que percam competitividade. Visa estimular processos de sucessão e/ou reenquadramento de activos em novas cadeias de valor, induzindo a regeneração do tecido económico.


Existem em Portugal várias formas de apoio à criação e ao desenvolvimento de empresas. Desde associações de jovens empresários até programas de financiamento, passando pela indústria do capital de risco, as propostas estão à disposição dos empreendedores. Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento (IAPMEI), Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), Associação Portuguesa de Business Angels (APBA), associação Portuguesa de Capital de Risco (APCRI), Associação para Oportunidades Específicas de Negócio (OPEN), Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), entre muitos outras, são instituições a destacar nesta área.

 

Capital de risco

Da prática ao conceito

 

A prática do investimento de capitais de risco surge muito antes do conceito. No século XV, aquando dos descobrimentos, as expedições marítimas eram feitas com capital investido na esperança de largos retornos, embora houvessem sérios riscos de perda total do investimento. Também durante a Revolução Industrial, em Inglaterra, se praticavam investimentos de risco, quando pequenos industriais procuravam apoio financeiro para os seus projectos junto de indivíduos abastados. Hoje em dia, esses “indivíduos abastados”,  investidores individuais de capital de risco, são chamados de businessangels.

Com carácter informal e não organizado, este comportamento foi-se desenvolvendo até surgir, na segunda metade do século XX, a indústria do capital de risco. A primeira sociedade de investimentos em capital de risco, foi criada em 1946, o que levou o governo norte-americano a criar uma associação de administração da indústria do capital de risco que permitiu a sua evolução.

O capital de risco é uma das mais importantes formas de financiamento das empresas em fase inicial, com grande probabilidade de rentabilização. Esta é a única forma de financiamento em que o sucesso da empresa é igual ao sucesso do próprio investimento e, por isso mesmo, analisa a fundo os riscos e o potencial de sucesso do projecto. Ao fazerem um investimento deste tipo, os investidores passam a ser sócios da empresa. Logo, se esta fracassar, estão sujeitos à perda total do investimento; mas se tiver sucesso, têm direito a participar no êxito.

 

Private equity e venture capital

O investimento em capital de risco distingue-se completamente do financiamento bancário, uma vez que este tem sempre retorno do capital e dos juros, e o retorno do investimento de capital de risco está absolutamente dependente do sucesso do projecto. O capital de risco não deve ser encarado como último recurso para a formação ou salvação de uma empresa. O objectivo das sociedades de capital de risco é identificar projectos com forte competência, que estão em fase crescente ou numa situação financeira delicada e realizar um investimento a nível financeiro e de gestão, por forma a desenvolver estratégias de valorização do negócio.

Existem duas formas fundamentais de investimento em capital de risco: o private equity, investimento aplicado a empresas já constituídas, independentemente da sua dimensão, e que apenas comporta o apoio financeiro; e o venture capital, concedido a empresas nascentes ou de pequenas dimensões, em que os investidores têm participação directa na gestão da empresa, não controlando, mas apoiando. Nos Estados Unidos da América, estas duas formas de financiamento estão bem definidas, mas na Europa, toda a indústria do capital de risco é frequentemente designada por private equity, incluindo também o venture capital.

 

Desinvestimento

O capital de risco é sempre um investimento realizado temporariamente. Assim, importa saber quais os processos de desinvestimento, ou seja, de saída do capital. Esta saída pode assumir diferentes formas:

-         Venda da participação aos seus antigos titulares, de forma espontânea ou previamente acordada no momento do investimento;

-         Venda da participação a terceiros, quer a investidores tradicionais quer a outros investidores de Capital de Risco;

-         Venda em Mercado de bolsa , muito utilizada em países onde as PME têm uma forte expressão no mercado da bolsa, o que não acontece em Portugal.

 

A indústria do capital de risco tem-se desenvolvido por toda a Europa, com factores favoráveis e desfavoráveis em cada um dos países. Em Portugal, a actividade do capital de risco encontra-se regulamentada por lei desde 1991 e, desde então, tem sofrido reestruturações por forma a desenvolver a sua prática. Só resta que os empresários arrisquem!

 

Para saber mais, sugerimos os seguintes endereços:

http://www.iapmei.pt/

http://www.anje.pt/

http://www.apba.pt/

http://www.apcri.pt/

http://www.portalpme.pt/open/pt/

http://www.ccdrc.pt/


Página da lncubadora de Empresas da Universidade de Aveiro
Fernando Santos
Sandra Oliveira
Ana Daniel
Email:
ie@grupunave.pt

Notícia formato original (extraído do jornal) >>

 

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