40 anos da UA
 

Ser estudante é amar a cidade (05/04/2011)


Quando entram no Ensino Superior os estudantes deixam a sua terra e fazem da nova localidade encontrada a sua nova casa. Assim acontece na mobilidade dos estudantes, nacional ou internacional, em que a cidade acolhedora passa a ser a nova praça de vivências e convivências.

 

Todos sabem que as cidades que hoje acolhem estudantes são privilegiadas, pois essa construção histórica de uma instituição de Ensino Superior em determinado tempo e lugar representa um sinal positivo em termos de desenvolvimento, de entrada e partida de gentes, da investigação que faz progredir, do atrativo estimulante que em termos dos variados recursos faz florescer novas potencialidades para essa cidade e região.

 

Neste contexto, também se revela de alta importância a relação entre as cidades e os seus estudantes, pois daqui deriva é um eixo de interpretação/ação da realidade, em que quando essa interação é positiva e as sinergias inovadoras são existentes os estudantes podem mexer em muito positivamente com a terra que os acolhe.

 

Ao vermos as cidades do nosso país – como de todos os países – que hoje acolhem estudantes, elas seriam bem diferentes se não os acolhessem, certamente seriam muito mais paradas, pacatas, longínquas de um procurado progresso que crie atração ao futuro, até mesmo com impacto muito menos relevante em termos sociais e económicos. O mesmo acontece com as cidades da UA, sem os estudantes teriam muito menos vida e energia.

 

Estando todas as instituições ao serviço das pessoas, este dado da presença de muita gente estudantil que chegou para estudar à cidade, merece a maior atenção em termos sociais e humanos. A relação da cidade com os seus estudantes terá de ser um processo sempre em laboração no diálogo, em que o melhor acolhimento criará a melhor escola de transmissão de valores, princípios e cultura.

 

Nunca será no vazio que acontece este processo admirável e decisivo mas na interação positiva e estimulante entre todos. Assim como aos cidadãos em geral (e aos cidadãos estudantes) não se poderá desculpabilizar qualquer atitude menos cívica, do mesmo modo nunca se poderá levar “a parte pelo todo” generalizando, pois sublinhe-se que as estruturas estudantis e os seus líderes fazem um trabalho notável na promoção pedagógica da inclusão acolhedora e da cultura do voluntariado como atitudes de vida.

 

Uma reflexão importa fazer: os estudantes de um país são jovens normais, filhos de gentes das nossas terras ou de outras paragens; aos filhos querer-se-á sempre o melhor na pedagogia da autonomia: acolher bem para exigir com credibilidade. Só na perspetiva de todos os intervenientes serem parte da solução é que será possível, de norte a sul nas cidades de estudantes, a meia dúzia de ocorrências menos cívicas receberem a pedagogia educativa capaz de serem anuladas, passando à inexistência. Estudantes e cidades: é em muito o que fizermos desta relação.

última atualização a 17-09-2013
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