40 anos da UA
 

ser estudante é ser motor de desenvolvimento

A massa crítica positiva existente nas instituições de ensino superior só pode ser chamada a intervir ainda mais cooperantemente na sociedade. Melhor conhecê-la para melhor agir nela… Habituados a estudar e a pensar juntos criticamente, nos estudantes (ou em quem se encontra em qualquer processo de formação que seja), residem naturalmente, em cada ano e em cada trabalho escolar, as maiores expetativas em ordem às melhores novas soluções para problemas persistentes antigos.

 

Pressupondo-se que o modelo de comunicação em educação e ensino não poderá “fotocopiar” o pensamento de outrem nem meramente decorar fórmulas num modo de comunicação dirigida (não pensante, “de cima para baixo”), os estudantes transportam em si um imenso potencial de progresso e desenvolvimento. Não pode, ainda, qualquer peso institucional abafar a riqueza criativa que reside em cada ser humano e em cada estudante cidadão. Até porque o génio supera e pode superar em muito o que se tem por paradigma estabelecido e pré-formatado e a inclusão do “novo” é a única via para uma escola pró-ativa atualizada. Dois conhecidos exemplos recentes testemunham este facto: tanto Bill Gates como Steve Jobs não tiveram “lugar” na escola…, mas criaram escola!

 

Nesta linha, é tão essencial a responsabilização dos estudantes que garanta o seu espaço insubstituível no projeto educativo global (dar espaço é responsabilizar, não dar…), como é decisivo que a pré-formatação não silencie novas possibilidades e inovações em curso de descoberta. O pior que pode haver é desmotivação pela não existência de campo integrado e aberto ao “incerto”, ao saber duvidar que faz caminhar e ao adequado envolvimento participante de quem está em idade de se abrir ao universo, ele que está sempre em desenvolvimento. O pior que poderá existir será quando se mostra a quem está a aprender o que é o mundo dando-lhe unicamente uma “aldeia”, dizendo que se tem de pensar e fazer tudo sempre do mesmo modo…

 

Não pode o estudante pensar que sabe tudo quando aprendeu ou descobriu algo sobre determinado assunto; com arte e engenho tem de haver quem que lhe diga que quanto mais conhece mais há para conhecer (estudar o filósofo Sócrates, 469-399 a.C.). Não pode quem comunica conhecimento – como quem o recebe – fechar as janelas a novas paisagens do saber ou ao cruzamento de saberes para responder a problemáticas que são elas próprias plurais e não uniformes. O mundo real exige ele próprio de todos esta compreensão multiforme, de todos os ângulos…

 

Os dias que vivemos como cidadãos estudantes universais, ao vermos todas as notícias que de todos os modos nos entram pela estrada da informação…só nos podem despertar para aproximar ainda mais a ciência e o conhecimento concreto dos problemas reais das pessoas e das comunidades; só nos pode fazer descer à realidade reinterpretando-a e fugir de simplismos e facilitismos, daquela ideia errada de que posso ir à “boleia”, como se o mundo não precisasse de mim e da minha palavra e ação.

 

Mais que nunca (porque sempre assim foi e sempre assim se considerou o melhor), não pode haver indiferença nem desresponsabilização em nenhum setor da vida diária. Um só “pão” ou uma gota de água que eu desperdice, ou um só livro ou autor que desprestigie, podendo fazer falta a outrem, afasta-me do ideário de ser motor de desenvolvimento. Não espetador, mas ator! Estudante que sou, como me (re)vejo neste espelho?!

última atualização a 17-09-2013
Este sítio web utiliza cookies sem recolher informação pessoal que permita a identificação dos utilizadores. Ao navegar neste sítio está a consentir a sua utilização.saber mais
Para que esta página funcione corretamente deve ativar a execução de Javascript. Se tal não for possível, algumas funcionalidades poderão estar limitadas.