40 anos da UA
 

ser estudante é ser eficiente

É responsabilidade de todo o cidadão ser eficiente face aos recursos que se tem o privilégio de usufruir. O estudante é um cidadão com igual compromisso, devendo mais ainda estar recetivo à aprendizagem e ao progresso que otimize tudo o que usa e vive no dia-a-dia. 

Para qualquer cidadão, não se poderá compreender nem justificar nunca o desperdício dos bens, por mais simples que sejam – como a água, luz, gás, etc – e se por outra razão não fosse, seria pelo menos cinco ordens de ideias: 1.ª, o que se desperdiça faz falta a muitas pessoas; 2.ª, o que se desperdiça os nossos pais e avós não tiveram assim tanto; 3.ª, o que se desperdiça é sempre economicamente dispendioso; 4.ª, o que de desperdiça é contraditório com o contexto de crise que se vive na sociedade a que todos pertencemos; 5.ª, o que se desperdiça, tratando-se de bens públicos, custa a todos os cidadãos, portanto também a quem não é eficiente na sua gestão de recursos. 

É sempre delicada e sensível esta matéria no que toca à dimensão realista e prática de como nos gerimos no dia-a-dia, mas é incontornável a palavra de “força” no sentido ético de que qualquer recurso esbanjado sem razão não nos pertence, pois está para além de nós. Muitas vezes ouve-se dizer que os recursos (energéticos, hídricos) que temos o privilégio de usufruir são escassos e finitos. É neste contexto que qualquer “torneira aberta” sem ser necessário merece o adequado alerta de responsabilidade. 

Os tempos atuais de dificuldades trazem na sua bagagem um necessário apuramento de sensibilidade e de responsabilidade que poderá conduzir a mudanças comportamentais. É o reverso da medalha das notícias de crise. Cada cidadão estudante, mais que ninguém e até diante das acrescidas incertezas de futuro, só pode estar nesta procura de gestão eficiente e otimizada de todos os recursos que temos e usufruímos. 

Temos todos nesta área muitos progressos a fazer, não como imposição externa mas como conclusão a que chegamos para um melhor viver com o essencial. Este terá de ser um campo de preocupação crescente que da exceção passe a regra, de cada um passe para todos, de modo a entrar como hábito de cultura a gestão otimizada transversal a todo o percurso da vida diária. 

Lendo a face positiva desta exigência inalienável, sobriedade e eficiência trazem consigo organização de vida, e esta conduz à motivação acrescida que dá “força” para o vencer das dificuldades que pertencem ao caminho. Como prova de que é possível superar, as gerações anteriores souberam ultrapassar muitos obstáculos em tempos também muito (ou mesmo mais) exigentes... Atualmente, entre tanta “coisa” que nos chega, a arte do triunfo estará em também conseguirmos ser gestores eficientes de tudo. Não há fórmulas e ninguém pode fazer/viver por outrem. Como nos vemos à luz de um espelho chamado “eficiência”?

Este sítio web utiliza cookies sem recolher informação pessoal que permita a identificação dos utilizadores. Ao navegar neste sítio está a consentir a sua utilização.saber mais
Para que esta página funcione corretamente deve ativar a execução de Javascript. Se tal não for possível, algumas funcionalidades poderão estar limitadas.