40 anos da UA
 

Carta Aberta aos Estudantes e Dirigentes Associativos

O tempo que vivemos e em que somos estudantes, abre-nos a desafios que ampliam compromissos às normais e gratificantes responsabilidades de se ser pessoa, ser cidadão e ser estudante do ensino superior na Universidade de Aveiro.

Na consciência de ser estudante na UA, a pertença e vivência de um sistema de valores e princípios assentes na universalidade, pluralidade, democratiCidade, espírito de inclusão social, cultural e inovação de conhecimentos, resultam como pilares constitutivos do projeto que a cada um e em todos os organismos e serviços redobram a motivação e o rigor para a (re)construção diária do “novo” na UA.

A identidade na diversidade é inerente à memória da comunidade universitária que somos, sendo beneficiários da riqueza complementar do ensino universitário como do ensino politécnico, integração esta uma originalidade histórica inovadora da Universidade de Aveiro e que quererá resultar em liberdade como iluminação de projeto humano, social, inclusivo, universitário e particularmente associativo.

Cada Estudante é chamado a saber estar com qualidade em cada tempo e lugar (linguagens, salas de aulas, bibliotecas, campus, escolas, estradas, cidades), uma atenção preventiva quotidiana repleta de dinamismo e pertença, visão e ação, intuição teórica e síntese prática realista e prospetiva, na procura contínua de melhorar e interagir com o mundo, real ou virtual, viajando… na arte de passar da dúvida à aposta, da distância à proximidade, da ausência à presença estimulante e motivadora, numa vigilância atenta, vencedora da fria indiferença, em que a preocupação pelo“outro” e pelas éticas dos conhecimentos ganha relevância cada vez mais decisiva, central, atuante, interdisciplinar, vital. Cada estudante verá acrescida nas atuais circunstâncias a sua missão solidária e discreta de acompanhamento dos colegas e de identificação de situações pessoais mais delicadas a serviços que poderão cooperar em rede na sua resolução, como os Serviços de Ação Social, a Associação/Núcleo de Estudantes, Gabinete Pedagógico e Provedor do Estudante.

Os Dirigentes Associativos, que em cada tempo de serviço dedicado à comunidade realizam história notável e representam os estudantes em geral nessa livre realização, compreendendo o ideário e experiência de cada diversidade local e sendo-lhes reconhecido o estatuto em conformidade, receberão no presente desafios acrescidos ao repensar-se, sendo chamados neste momento histórico – que é cada ano e semestre como nova etapa que se inicia e em especial em ano aniversário – a interagir proativamente em ordem à via de coesão institucional estudantil que saiba refletir, organizar e “escrever”, no encontro de liberdades, o adequado formato  (não de unicidade mas) de unidade integrada no coração amplo e plural da AAUAv…como livre aprendizagem do modelo institucional de unidade UA.

O Movimento Associativo, tempo e espaço de admirável liberdade (d)e participação estudantil – de todas as liberdades à conveniente visão/ação da representação estudantil global na estrutura associativa da Associação Académica da Universidade de Aveiro –, da memória histórica da experiência à realidade dos desafios presentes onde as identidades locais sabem gerar complementaridades e coesão, entre nós tendo no topo da agenda o pensar do ensino superior à distância de uma década, saberá o Movimento Associativo discernir e construir, liderando esse futuro, capacitando-se ao itinerário de integração, fio garante da unidade que perspetiva novos alcances e (re)soluções, pois não há linhas que separam e todas as estradas unem, não havendo longes nem distâncias…

Ser estudante é participar, cooperar, ter autonomia, amar a cidade, ser voluntário, ser cidadão ativo, saber persistir, ser pontual, ser motor de desenvolvimento, saber (re)conhecer, ser eficiente, desassossegar-se, reabilitar a esperança. Ser estudante é conhecer as regulamentações vigentes, progredir no conhecimento, investigar até ao limite, (re)conhecer os seus representantes, ter pensamento global e ação local, sentir-se parte integrante do projeto UA e dinamizar entre as redes cooperantes o Fundo Social da Universidade de Aveiro, resposta integrada criada a 9 de Dezembro de 2003 pelo Conselho de Ação Social da Universidade como visão sensível e atenção social aos estudantes e suas realidades.

Reconhecendo-se transversalmente a importância de um debate nacional aberto sobre o mundo da educação, e nesta da educação superior em particular como motor de desenvolvimento que sustenta a esperança no futuro, saberão os jovens estudantes ser protagonistas à altura deste envolvimento. Será relevante neste ideário recordar a Declaração Mundial sobre a Educação Superior no Século XXI: Visão e Ação, ao considerar que «a sociedade no seu conjunto deve apoiar a educação em todos os níveis, inclusive a educação superior, dado o seu papel na promoção do desenvolvimento económico, social e cultural sustentável. A mobilização para este propósito depende da consciencialização e participação do público em geral, e dos setores públicos e privados da economia, dos parlamentos, dos meios de comunicação, das organizações governamentais e não-governamentais, de estudantes e instituições, das famílias, enfim, de todos os agentes sociais que se envolvem com a educação superior.» (alínea b) do artigo 14.º daDeclaração aprovada em Paris, 9 de Outubro de 1998).

Um convite – pleno de memória e projeto – será impulso de convergência otimista (porque comprometida) para todos os estudantes da UA neste ano aniversário dos 40 anos Universidade de Aveiro e dos 35 anos da Associação Académica da Universidade de Aveiro. Estas décadas de realizações transformaram incomparável e reconhecidamente as comunidades e cidades da UA, antevendo-se para o futuro – com e para o bem comum de todos – a garantia dessa expansão global do universo da Universidade de Aveiro.

Alexandre Cruz, Provedor do Estudante da Universidade de Aveiro 

última atualização a 20-02-2013
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