40 anos da UA
 

Ser estudante é acolher o estudante internacional

Vivemos (n)a era da globalização, este período histórico que na base dos procurados valores e princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos (10-12-1948), foi mostrando gradualmente novos mundos ao próprio mundo, o que se veio a consolidar decisivamente com a queda do muro de Berlim (1989) tornando irreversível uma aproximação inédita das diversidades da humanidade, velozmente acelerada pelas novas tecnologias da comunicação.

Se em termos históricos muitos acontecimentos no palco da globalização se precipitaram porventura sem prévia preparação socioeducativa, já no que se refere ao ensino superior foi havendo ao longo do tempo uma resposta na procura de dar conteúdo e “escola” de futuro a uma emergente sociedade do conhecimento internacional.

Neste contexto mesmo antes da Declaração de Bolonha (19-06-1999) – documento/itinerário assinado pelos Ministros da Educação de 29 países europeus como via de convergência de conhecimentos e permutas certificadas no aberto Espaço Europeu de Ensino Superior – um conjunto de programas de mobilidade e cooperação internacional foram e vão dinamizando valores comunitários globais fazendo do “outro” parceiro de projeto como “eu”.

Neste contexto, entre outros, poderão merecer referência de destaque os muitos programas de cooperação na linha de conhecimento para o desenvolvimento com países de expressão portuguesa e o designado Programa Erasmus que desde 1987 garante o intercâmbio interuniversitário no espaço europeu, fomentando a mobilidade académica de estudantes e docentes com os seus valores inerentes.

Valerá a pena salientar a raiz do Programa Erasmus que tem em Erasmo de Roterdão (1466-1536) o patrono. Este teólogo e humanista holandês no seu tempo de crise europeia, viajou por toda a europa ganhando e expandindo novos conhecimentos e gerando interações benéficas em termos de progresso humano atuando como pensador livre. Outros como o Programa Leonardo de Vinci (1452-1519), criado em 1995 e mais voltado sumariamente para a aprendizagem em contexto de trabalho, revelam a grande admiração para com os humanistas e a sua escola de valores e inovação.

Todo o histórico recordado só pode ser inspirador, em face dos novos contextos que como estudantes vivemos e em que a comunidade internacional vive, estuda, caminha e é parte integrante da comunidade universitária UA. Um vasto conjunto de entidades e serviços garantem o acolhimento e acompanhamento a esta grande comunidade internacional que chegou aos simbólicos 10% da comunidade universitária. Diante deste presente/futuro irreversível, certamente que em dinâmica de interação e ampla parceria concertadas será possível garantir otimizadas (com)vivências do estudante internacional entre nós, onde toda a sua e nossa riqueza de experiência, cultura e saber ganhem aperfeiçoadas interações.  

Alexandre Cruz, Provedor do Estudante da Universidade de Aveiro 

última atualização a 09-04-2013
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