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Ser estudante é saber criar pontes

À medida que o século XXI vai avançando – estamos quase a meio da segunda década – tornar-se-á pertinente revisitar documentos fundamentais da transição do milénio e deles tirar partido para rever objetivos, identidades e práticas, pois que apontavam itinerários a seguir. Dentre esses documentos vitais, poderá estar em termos humanitários a Declaração do Milénio e em contexto educativo no tempo global o Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI – Educação, um tesouro a descobrir. 

Este olhar retrospetivo de ideais estudados e lançados em fins do século XX não convirá ficar ao acaso, à deriva ou simplesmente não ser realizado por todos os que de algum modo estão dia a dia comprometidos com o processo decisivo do ensino e da educação. As metas projetadas em tempos merecerão ser avaliadas, para não nos desfocarmos do essencial e não deixarmos apagar o conteúdo de valores e princípios cedendo todos os territórios e tempos para as tecnologias e as coisas do ter. 

Ser estudante é aprender e aperfeiçoar-se no espírito crítico (d)e cruzar conhecimentos e experiências fazendo nova síntese para assim poder inovar. Todo um vasto conjunto de relatórios, resoluções, declarações do espírito universalista emitidos quer pela UNESCO quer pela Organização das Nações Unidas são importantes demais para muitas vezes falar-se tão pouco deles ou serem minimamente conhecidos, reconhecidos e estudados. 

Os quatro pilares do supra-referido relatório da UNESCO – aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos, aprender a ser – querem representar sempre um ponto de chegada de reflexão e um ponto de partida em projeto para mentalidades e ações flexíveis, ponderadas, tolerantes, inclusivas, geradoras de equilíbrios assertivos entre o global e o local, o geral e o particular, o “todos” e o “cada um”. Para quem está no seu processo formativo, todos os contributos só poderão ser pilares e tijolos para criar pontes e nunca matéria para levantar novos muros.

Um alerta diário prudente e construtivo terá de ser sempre relançado: as coisas e as tecnologias são só instrumentos, não nos fazem felizes por si mesmos nem substituem a responsabilidade ética de saber ser, estar, conviver e agir com qualidade. Se um carro pode dar 200km hora, numa estrada que o código recomenda 50km hora, esta será a velocidade adotada. Se a internet permite todos os acessos a tudo, o equipamento não substitui a responsabilidade intransferível das mãos/mente do utilizador. Se… 

Sendo um estudante alguém líder do futuro e que está a investir de si mesmo na abertura ao mundo, aos outros e ao conhecimento por si interdisciplinar, não haverá nada menor que erguer “muros” em vez de saber criar pontes... 

última atualização a 17-09-2013
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