40 anos da UA
 

Ser estudante, uma viagem para toda a vida

Nesta quadra de cada ano académico a comunidade universitária vive momentos únicos de um elevado alcance simbólico. Em momentos festivos a imensa comunidade da UA reúne-se e acolhe gentes de muitas paragens, do nosso país e de outros países, familiares, amigos e colegas dos estudantes que festejam o terminar a sua etapa de formação inicial. É assim que simbolicamente é assinalado o termo do curso com a celebração da bênção dos finalistas (tradicionalmente designada por bênção das pastas) e no ano seguinte a mesma comunidade desloca-se à UA para a Sessão Académica da receção dos Diplomas.

Nestes, como noutros dias, a Universidade congratula-se pela realização da sua missão formativa, a cidade cresce exponencialmente de população em festa que nos visita, e os estudantes e seus familiares, com elevação e justificada honra pessoal, celebram as esforçadas vitórias conseguidas ao termo da formação inicial, apesar das incertezas futuras.

Solicitou o UniverCidade uma reflexão sobre: «Finalistas – o que ficou para trás?». Sem dúvida que todas as experiências vividas ao longo dos anos da nossa formação foram marcantes; naturalmente que toda a riqueza de conhecimentos adquiridos e competências angariadas são da maior importância; evidentemente que terá crescido em nós uma visão cívica de mundo, de sociedade plural, de proatividade estimulante, de ser parte da solução dos problemas; todo este – diríamos – património é da maior importância. Todavia, mais do que o “passado pelo passado”, torna-se-nos essencial o vislumbrar o futuro, lendo a riqueza da experiência vivida nestes anos na Universidade de modo dinâmico e em interação com o melhor futuro.

É no “amanhã” que estará a “prova dos nove” e o fruto resultante da formação ministrada e apre(e)ndida. E mais que a formação em termos do conhecimento concreto e indispensável a saber, revelar-se-á da maior importância o sentir as competências como ferramenta vital para a melhor habilidade na gestão do labirinto da vida que está aí sempre a surpreender o pós-estudante, profissional e cidadão ativo, para a capacidade de superação, invenção, inovação, intuição, criação, resistência, resiliência, polivalência, capacidade de trabalho em equipa, dinâmica inter-e-transdisciplinar, capacidade de sintetizar, sabedoria para filosofar e saber falar, abertura para a intervenção cívica, etc.

Nesta perspetiva dinâmica – e como somos e daremos sempre frutos mediante a sementeira que lançamos à terra! –, fará bem a quem termina uma etapa de formação inicial o olhar retrospetivo e se alguma componente formativa faltou, ainda será sempre hora de recuperar; se numa plena consciência se abrem oportunidade de prosseguir estudos, será hora de avançar; se alguma das quatro “rodas do carro” em termos de competências ficou por desenvolver, então será momento para a redefinição de novas metas, pois porventura mais do que em qualquer outra época da história, importa uma abordagem aos problemas em visão global e integrada, pois de outro modo será ainda mais difícil o desejado sucesso futuro.

Aquilo que porventura ao logo do curso se foi dizendo que a formação hoje estende-se ao longo da vida, de experiência própria referenciamos que nesta fase do ano – agora – há uma multidão de estudantes finalistas que entendem o verdadeiro significado dessa dinâmica recomendação. Assim, ser estudante na contemporaneidade é posicionar-se devidamente na estrada do conhecimento e das competências, uma viagem que se estende ao longo da vida.

Naturalmente que no olhar sensibilizado da saudade pelo percurso vivenciado com todos (colegas, docentes, serviços, Associação Académica, Núcleos, Comissões, cidade, comunidade) novas dimensões agora se abrirão em que a palavra “continuar”, de um modo ou de outro, será certamente uma das ideias-chave. Até porque o “aprender” resulta hoje em obrigação pessoal e profissional, no lema realista de que a formação é o único caminho para o sucesso pessoal e profissional (se não for logo “hoje” ou “amanhã”, certamente será “além” que se atinge essa meta. Mas será!). Iniciada a viagem, continua connosco, pois que “Aveiro é nosso e há-de ser!».
última atualização a 04-06-2014
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