40 anos da UA
 

Ser estudante é ter cultura institucional

Em face da natural – e bem-vinda! – irreverência da juventude, talvez este título possa parecer inapropriado! Mas é inevitável que o lema da cultura institucional seja (re)centralizado, como fator e caminho do necessário “fazer bem”, para a qualidade e o progresso pessoal e comunitário.

O tempo sociológico do ambivalente/utilizador “facebook” e da informalidade simplificada e desburocratizada como paradigma, todavia, não pode deitar a perder aquilo que são os valores das organizações, das instituições, da organização social formal, de procedimentos que criem a devida sustentabilidade, durabilidade e ponte sólida e consolidada intra-organização e entre as organizações. A inadiável “dose qb” de cultura/comunicação – e cultura institucional – será um eixo importante e estruturante daquilo que é o respeito integrado pela memória histórica, numa necessária visão aberta ao futuro, por isso em dinâmica de desenvolvimento.

Mas temos de cuidar, sempre mais e melhor, da hierarquização de prioridades e(m) participações em atividades da comunidade e vida universitária, da aposta no essencial e da priorização aos momentos que evidenciam a força da instituição/academia, não só na linha festiva mas especialmente no contexto de cerimónias académicas, em que nessa “hora” as agendas estudantis saberão mobilizar livremente para os momentos institucionais mais relevantes.

A vida universitária – e os anos cruciais em que ela decorre particularmente na sua formação inicial – são dos momentos mais importantes, porque estruturantes, da vida. Cada organismo e cada estudante (no universo diário aproximado de quatrocentos mil estudantes no ensino superior), serão sempre portadores desta correspondente responsabilidade.

Os tempos da informalidade, do social ao académico, não podem deixar descurar aquilo que haverão de ser procedimentos institucionais organizados, metódicos, registados, rigorosos…como quem ao longo do “dia” faz tudo bem e nas salvaguardas do melhor possível, estando no “dia seguinte” tudo em conformidade para, quem quer que seja, a organização, os serviços, a comunidade… continuar o seu percurso coletivo. Não pode ocorrer, quando de qualquer mudança de titular de um “dia” para o outro, o verificar-se no ”dia seguinte” o “vazio”, sinal de não boa gestão…

É neste contexto que – sem ser “fixista”, mas pensar em comum a visão futura e registá-la como linhas de ação – a atenção não só ao “quê” mas ao “modo” vem ganhando relevância acrescida. Neste território, tudo o que é a norma, a regulação, o regulamento, o procedimento, a clarificação participada de dúvidas e o acerto comum do “como fazer”, representam hoje dos pilares fundamentais. Este ideário de cultura institucional não asfixia a criatividade inspirada, integra-a organizadamente… Mas da experiência: mais vale investir-se antes, preventivamente, algum tempo para pensar coletivamente, organizar e definir procedimentos e competências…do que depois, após ocorrências, ter de gastar tempo a “remediar” contextos complexos. Cultura…
última atualização a 28-05-2015
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