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Ser estudante é ter filosofia de vida

Todos sabemos que somos aquilo que fazemos. Como alguém dizia, as ações são o reflexo do ser, e os sentidos e as práticas são as “portas” dos valores que vivemos. A humanização – o mesmo é dizer a qualidade com sentido e visão dignas que qualquer instituição e toda a comunidade desejam como ideário terá, assim, a engenharia da boa síntese entre teoria e prática, ideia e ação, o fazer para o ser.

Vivemos tempos em que o império da tecnologia vai ditando as suas leis, o cidadão vai-se transformando em utilizador, a coisificação do pragmatismo poderá estar “à porta” a chamar a todo o momento, importando parar e criar a distância de autocrítica para não nos (trans)formatarmos em fazedores.

O humanismo com cidadania (de sempre, mas…) do melhor futuro recomenda ao assumir da existência pessoal com ideias e valores pensados para a qualidade social, na imperiosa salvaguarda da dignidade de cada ser humano, esta uma agenda para qualquer latitude num mundo em admirável (mas desafiante) globalização. A ferramenta mais preciosa – e por isso decisória – terá de ser o cultivar do progresso diário que corresponda à finalidade mais nobre de todo o conhecimento: servir a Humanidade com princípios éticos.

Este século XXI tem tido tanto de maravilhoso como de surpreendente! Cada ano que passa tem trazido a maravilha de novas conquistas científicas e técnicas, como também o duro contraditório do emergir cruel de fanatismos que sabem aplicar alta tecnologia ao serviço da indignidade, onde a incerteza e insegurança pairam em toda a parte. A educação e a cultura terão de ser os sábios antídotos para que os valores universais – que não são só ocidentais – brilhem tão alto pela sedução que não deixam margem de espaço para a cegueira.

Tal como não se podem apagar fogos com gasolina, do mesmo modo será preciso “como o pão para a boca” que cada pessoa-cidadão-estudante cultive o jardim da sua vida com a harmonia de ter uma feliz filosofia de vida e não somente sobreviver na “tecnologia de vida”. De ensinar a fazer, talvez tenhamos – para bem da qualidade humana – de sensibilizar e educar socialmente para pensar/ser. Deste modo, saberemos apreciar e rentabilizar devida e responsavelmente a maravilha que a ciência e a técnica colocam em nossas mãos, qual tesouro que importa saber lidar com consCiência. 

Para um estudante, em processo de aquisição de conhecimento, ter filosofia de vida! Vale a pena ir à raiz da palavra: filos + sofia = amigo da sabedoria, do pensar para melhor viver… Quantas vidas de cidadãos autenticamente já escravas da tecnologia, ou quanto conhecimento tecnológico aplicado ao mau serviço da humanidade. Basta abrir as redes.

É incontornável que o estado do mundo novo obriga a parar para pensar. É importante que se dê mais espaço na agenda para cultivar a qualidade íntegra de tudo aquilo que se faz, com a sobriedade que deve caraterizar os seres humanos. É imperioso aprofundar os sentidos da humanização pessoal e social, para o bem da memória coletiva e para o melhor futuro. É importante “refrescar” o jardim do sentido da vida e das coisas, para que não seque a raiz? Que resposta dar? Vamos, neste percurso é possível e desejável compatibilizar quantidade com qualidade, velocidade com integridade!


última atualização a 06-05-2016
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