Balanço do ano lectivo 2010-2011
Estimados membros da comunidade “Universidade de Aveiro”
Chegados ao final do ano lectivo, e a exemplo do que aconteceu no ano transacto, é apropriado fazer um balanço do que de mais relevante se passou, bem como evidenciar alguns aspectos do que se perspectiva para o futuro.
A instalação de novos órgãos, que constitui um elemento chave no governo da UA, visando um modelo de gestão mais flexível e mais partilhado, como parte de uma cultura organizacional cada vez mais aberta e exigente, ficou finalmente concluída. A selecção dos Directores, iniciada a 14 de Dezembro de 2010 com o Departamento de Química, completou-se no dia 15 de Julho, com o Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território.
Gostaria de sublinhar, como fiz, aliás, em múltiplas ocasiões, o índice de participação da comunidade nas sessões públicas (média superior a 60 pessoas) traduzindo, por um lado, o interesse que o processo suscitou; e contribuindo, por outro, para uma melhor apropriação, por todos, das diferentes realidades e das questões mais importantes e, desse modo, para um reforço da coesão institucional.
À medida que este processo decorreu, e como me tinha comprometido, visitei todas as unidades orgânicas - com excepção da última citada - onde tive a oportunidade de dar posse formal aos respectivos Directores mas, principalmente, de ouvir, em reuniões abertas, docentes, investigadores, funcionários e alunos; e onde, ainda, se discutiram aspectos base dos contratos-programa com os principais responsáveis. A ampla participação nas visitas mostra claramente a importância deste exercício que desde já me comprometo a repetir.
Durante o ano que agora se encerrou continuou-se o trabalho de desenvolvimento dos sistemas informáticos de apoio ao funcionamento da UA, em vários domínios (muito exigente face aos recursos disponíveis): promovendo o aumento da eficiência associada aos processos, contribuindo para a qualidade e rapidez da resposta e libertando os diferentes actores para outras tarefas. O apoio ao processo de creditação de competências é um bom exemplo do trabalho de simplificação, desmaterialização e optimização de processos, que importa prosseguir. Mas estes ganhos só virão de facto a acontecer na medida em que cada um assuma as suas responsabilidades numa cadeia processual que não pode ter hiatos. A obtenção e disponibilização, online, de indicadores credíveis e aceites por todos é também um bom exemplo do esforço colectivo e articulado que é imperioso continuar.
Foram concretizados novos projectos como a certidão online ou o repositório institucional da UA (registo da produção científica, incluindo depósito de conteúdos), o qual será apresentado em Outubro. Paralelamente, foi conferida prioridade à resolução de problemas já devidamente identificados, de que é exemplo a capacidade do serviço de correio electrónico (muito referido durante as visitas às unidades). Neste particular, contar-se-á com uma nova plataforma a partir de Setembro.
No sector académico, foi concluído o processo de acreditação de todos os ciclos de estudo da UA em funcionamento e dos novos ciclos de estudo propostos para acreditação na A3ES. Estabilizado este processo, e tendo em consideração a experiência adquirida, pretende-se clarificar os procedimentos inerentes à submissão de novas propostas de cursos. Ainda na vertente ensino, prosseguiu-se a consolidação do processo de garantia da qualidade, tendo-se procedido à primeira divulgação dos resultados: um aspecto importante para a transparência do processo e mobilização de todos os intervenientes.
A consolidação do novo desenho curricular incidiu, numa primeira fase, no reajuste da tipologia e horas de contacto. Numa segunda fase, mais ambiciosa, visar-se-á um plano de tutoria que, em articulação com o programa de acolhimento e integração do novo estudante, contribua para uma lógica de maior proximidade e, consequentemente, para a redução da taxa de abandono e a melhoria do sucesso escolar. O envolvimento de estudantes de pós-graduação no enquadramento dos colegas mais jovens revela-se crucial, bem como o estabelecimento de programas de capacitação dos estudantes para assumirem maior responsabilidade no seu próprio processo de aprendizagem.
Ainda no sentido da plena implementação dos princípios de Bolonha será realizado, no próximo ano lectivo, um programa-piloto - envolvendo pelo menos três unidades orgânicas - que incidirá sobre a organização das unidades curriculares, as metodologias de ensino e aprendizagem, e os processos de acompanhamento e avaliação dos estudantes.
Neste ano lectivo assistiu-se ao aumento do número de estudantes em mobilidade e a uma maior presença internacional na UA. Para consolidar e aumentar esta tendência terá de haver uma oferta mais alargada de unidades curriculares leccionadas em língua inglesa, bem como o cuidado de na página Web e noutros meios de comunicação utilizados se incluir, sempre, uma versão em inglês.
A Aprendizagem ao Longo da Vida mereceu também atenção especial. Concretizou-se a instalação da UINFOC – Unidade Integrada de Formação Continuada que, como estipulado, está a trabalhar com a UNAVE no sentido de, em conjunto, constituírem uma “porta de entrada” na Universidade de Aveiro mais eficaz na captação e acompanhamento de públicos não tradicionais.
A melhoria da relação com a sociedade, a criação e aproveitamento de novas oportunidades, e a valorização do conhecimento requerem uma abordagem estruturada e sistemática. Neste âmbito, efectuou-se um trabalho de organização interna que conduzirá, em Outubro, ao lançamento e apresentação pública do portefólio de competências e de serviços da UA; intensificou-se a actividade de transferência de tecnologia, de aproximação às empresas e, em geral, de valorização económica do conhecimento (através de licenciamento de tecnologia, contratos de I&DT em consórcio, prestação de serviços, ou iniciativas QREN, em que projectos de “co-promoção”, “vales de IDT” e “mobilização”, constituem exemplos significativos); e iniciou-se o processo de reestruturação e dinamização da Incubadora de Empresas da UA, no novo quadro das dinâmicas promovidas ao nível da região. Ao mesmo tempo, desenvolveu-se uma plataforma de apoio à gestão da relação com os antigos alunos e iniciou-se o processo de criação de um observatório para o acompanhamento socioprofissional dos graduados (com um portal dedicado, disponível a curto prazo).
A cooperação com a CIRA, mobilizando também outros parceiros regionais, tem configurado uma das apostas estratégicas da UA na relação com a sua envolvente. O trabalho efectuado permitiu elaborar e apresentar candidaturas aos fundos estruturais, com tradução, nomeadamente, em projectos concretos dos Programas Estratégicos da Rede Urbana para a Competitividade e Inovação e do Grupo de Acção Costeira. O Parque de Ciência e Inovação entrou numa nova fase, com a instalação da Equipa Técnica, a funcionar em pleno, e o lançamento dos primeiros projectos de infra-estruturas e edifícios.
Foi concretizado um conjunto de iniciativas destinadas a dinamizar o empreendedorismo e a inovação social, estimulando a participação de estudantes, trabalhadores e entidades externas. Referem-se, como exemplos, o concurso de cidadania e empreendedorismo social, o regulamento de enquadramento das acções de voluntariado e o fortalecimento da inclusão de actividades de voluntariado social no âmbito da praxe académica. Neste âmbito promover-se-á um envolvimento crescente dos outros actores institucionais: Associação Académica e demais estruturas representativas dos estudantes, Serviços de Acção Social, Provedor do Estudante, Gabinete Pedagógico e Unidades Orgânicas.
A prioridade conferida à criação do Campus Exemplar traduziu-se na constituição de grupos temáticos de desenvolvimento e acompanhamento, designadamente para a biodiversidade, mobilidade e energia. Estamos em fase de execução do programa “promoção da eficiência energética na UA” que terminará no final de 2012. Prevê-se o início, até ao final do corrente ano, do projecto de sinalética externa da UA, contribuindo para uma melhoria da informação e das condições de segurança e de acolhimento de visitantes.
Em matéria de edificado encontra-se em preparação um plano de manutenção geral, com base no trabalho de identificação e caracterização efectuado em articulação com todas as unidades. Iniciaram-se as construções dos edifícios para a Escola Superior de Saúde (a terminar em Março de 2012) e para o Complexo Interdisciplinar de Ciências Físicas Aplicadas à Nanotecnologia e à Oceanografia (com a conclusão prevista para finais de 2012). Foram lançados os procedimentos para a aquisição de equipamentos, principalmente, e de adjudicação de construções no âmbito do SAICT – Sistema de Apoio às Infra-estruturas Científicas e Tecnológicas. A remodelação da Fábrica, englobada nas Parcerias para a Regeneração Urbana, foi adjudicada e será finalizada até Setembro de 2012.
E as novas instalações da ESAN – Escola Superior Aveiro-Norte, com um projecto da UA mas a cargo do Município de Oliveira de Azeméis, estarão prontas no final do próximo ano civil.
A dinamização das actividades de investigação incluiu a criação do Gabinete de Apoio à Investigação e Desenvolvimento, no seio da Reitoria, visando reforçar a detecção de oportunidades de financiamento e o suporte à elaboração de candidaturas, em particular a programas internacionais. De entre várias iniciativas de promoção da investigação destaca-se a 1ª edição do Research Day da UA, iniciativa inédita, que se constitui como uma montra da investigação realizada e como ponto de encontro entre os investigadores da UA, promovendo maiores multidisciplinaridade e conhecimento mútuo. Ainda neste domínio, de aumento de visibilidade interna e externa, foi criada uma página Web dedicada à investigação.
Como resposta à oportunidade de um concurso ao Programa Operacional do Centro, foram estruturadas novas linhas de investigação, alicerçadas na capacidade instalada mas tirando partido da transversalidade que nos caracteriza, através da mobilização de diferentes unidades em torno de temas prioritários (numa perspectiva nacional e do que se antecipa venha a ser a agenda internacional de I&D). Este programa abarcará 11 dos nossos centros de investigação. No âmbito do apoio a áreas temáticas específicas, foi lançado o concurso internacional e escolhido o candidato a quem será atribuída a Cátedra CGD-UA sobre Estudos do Mar. Aliás, o programa de cátedras convidadas merecerá a nossa grande atenção no próximo ano, a par da instalação da Escola Doutoral, cuja fase de procura internacional de candidatos para Director terminou.
A elaboração dos contratos-programa exige rigor técnico e grande ponderação, pois querem-se instrumentos autónomos adaptados à realidade de cada unidade, mas, de igual modo, partes integrantes de um plano articulado de funcionamento global. Deverão, por isso, especificar, dum modo calendarizado, o que se espera de cada unidade orgânica em termos da sua contribuição para os desígnios da UA (mais publicação e com mais impacto; maior presença de estudantes estrangeiros; mais alunos em pós-graduação, principalmente em doutoramento, associados a um crescente número de teses realizadas em contexto de trabalho; significativo aumento das receitas próprias arrecadadas). E, em contraponto, deverão estabelecer as necessidades de alteração de posicionamento nas carreiras, os recrutamentos desejáveis e as reduções que for apropriado fazer, tendo também como enquadramento o contributo relativo de cada unidade para o desempenho global da UA.
No contexto de contenção que atravessamos muito se joga na política de recursos humanos. O Regulamento de Avaliação do Desempenho, a enviar brevemente para publicação depois de amplo e demorado debate interno, e o Regulamento de Prestação de Serviço dos Docentes, em elaboração, constituem dois instrumentos de gestão essenciais para distribuir tarefas de acordo com o perfil específico de cada um.
A mobilização de todos e o reconhecimento do papel importantíssimo que os trabalhadores não docentes, cada vez mais qualificados, desempenham e devem desempenhar no projecto da UA, requer, também aqui, uma aposta continuada na formação, na capacitação para a utilização dos sistemas e instrumentos, e na assunção de novos desafios e de novas responsabilidades.
Na situação actual muito se joga também na nossa capacidade de angariação de receitas complementares. A mobilização de investigadores pós-docs e de estudantes para colaborarem em actividades lectivas, a exemplo do que se passa nas melhores universidades de todo o mundo, em muitos casos com manifesto benefício para os estudantes, é fundamental: permitir-nos-á a necessária realocação de recursos para uma interacção externa acrescida.
Sem prejuízo do que está consignado em matéria do regulamento de prestação de serviços e de salvaguarda da propriedade intelectual, este é o momento de todos procurarem contribuir, no máximo das suas capacidades, para a sustentabilidade do projecto UA; e de nos interrogarmos todos sobre as responsabilidades inerentes ao conceito de “dedicação exclusiva”. Estamos conscientes da necessidade e da justeza de uma política de incentivos; porém, privilegiaremos medidas – de que a atribuição de bolsas de investigação pode ser um bom exemplo – que possam servir para realimentar e dinamizar a nossa actividade que, sabemos bem, é, em geral, excelente.
A força da UA veio sempre mais da capacidade de antecipar o futuro do que de reagir perante ele. É o que iremos, docentes, outros trabalhadores e estudantes, certamente, continuar a fazer.
Manuel António Assunção
Bem-vindos à página do Reitor
Esta página pretende melhorar os níveis de rapidez e eficácia da minha comunicação convosco. O que deverá acontecer em simultâneo com o diálogo presencial que me empenharei em continuar a praticar. Saber ouvir, de perto, é sempre a maneira mais fácil e mais autêntica de formar a base correcta que conduz à melhor decisão; e partilhar percepções e razões, em ambiente de proximidade, constitui um factor de mobilização e de coesão interna inestimável. Por isso encetarei visitas às Unidades Orgânicas à medida e tão logo os novos Directores e respectivas equipas se forem instalando. Considero-as da maior importância; mas tenho presente a dimensão que a nossa comunidade hoje assume e a diversidade de actores, de iniciativas e de áreas de actividade que nos compõe. Pelo que página do Reitor e contacto pessoal serão formas complementares – ambas fundamentais – da minha comunicação.
A página contém uma parte reservada a intervenções, onde constarão elementos que traduzem a visão estratégica preconizada para a UA, para além de discursos, entrevistas, outras formas de tomada de posição pública, e despachos de especial relevância que ajudem a qualificar essa visão e as políticas que a tornarão possível. Inclui um domínio em diálogo, aberto à iniciativa de todos “do lado de lá”, onde tentarei responder a questões concretas suscitadas. E dispõe de um bloco em curso que, abrangendo informação sobre a agenda e destaques dos média, privilegiará os desenvolvimentos recentes e as acções previstas (com o respectivo horizonte temporal) que importa serem do conhecimento de todos, em tempo próprio e oportuno, por constituírem o cerne da dinâmica da actuação do Reitor e da Reitoria. A página do Reitor corresponde a um compromisso assumido no programa de acção apresentado perante o Conselho Geral; aparecerá no seu contexto institucional apropriado, mas quero-a viva, útil, um instrumento de interacção e de trabalho. Espero, sinceramente, que este espaço reduza, de maneira significativa, o défice de comunicação e de circulação da informação interna; que aumente os níveis de conhecimento e de compreensão sobre o que de mais relevante vai acontecendo na nossa casa; e que fomente a nossa coesão.
Ajudem a que isso aconteça! Manuel António Assunção
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