Portugal - 4º País Europeu com Maior Nível de Pobreza Energética

A 20 de Fevereiro de 2019 foi divulgada a notícia, pela Associação Ambientalista ZERO, que Portugal é o 4º país da Europa com maior nível de pobreza energética. Na União Europeia estima-se um total de 41 milhões de lares que não são aquecidos no Inverno e cerca de 91 milhões de lares que não são arrefecidos durante o Verão.


O estudo foi realizado pela consultora Open Exp e teve como base um índice composto por quatro indicadores: “peso elevado das faturas energéticas no orçamento doméstico; incapacidade para manter as habitações quentes durante o inverno; incapacidade para manter as habitações frescas durante o verão; e habitações com níveis elevados de humidade e com perdas térmicas nas coberturas”;


Cada um dos indicadores é obtido através do Eurostat e desta forma é possível avaliar, para cada país, as condições de pobreza energética em função do grau de incidência de cada um dos indicadores. Portugal situa-se no 4º lugar entre os piores classificados, com um nível de pobreza energética “muito alto”, conforme representa o gráfico abaixo, retirado da notícia divulgada na página da Associação ZERO.




O estudo permite observar que o peso da fatura energética no orçamento doméstico aumentou cerca de 33% entre 2000 e 2014. Revelou ainda que “países com regulamentos exigentes sobre reabilitação de edifícios (…) têm baixos níveis de pobreza energética” e que se trata de um problema de cariz socioeconómico e não meteorológico. (Note-se que os países que lideram o ranking com o mais baixo nível de pobreza energética são a Suécia e a Finlândia).


A pobreza energética tem consequências diretas na saúde, com especial incidência nas crianças, ao nível das alergias, problemas respiratórios, asma e níveis de stress e ansiedade mais elevados. Em Portugal, trata-se de um problema multidimensional que afeta as famílias tanto no Inverno como no Verão e que se traduz na dificuldade em manter o conforto térmico nas habitações, bem como a qualidade do ar interior. A má qualidade na construção, a falta de isolamento térmico adequado, caixilharias ineficientes, os elevados teores de humidade e equipamentos de climatização pouco eficientes estão na base do desconforto térmico das habitações.


O conceito de Casa Passiva assume-se como uma das respostas ao problema da pobreza energética por definir um padrão construtivo que resulta em edifícios de elevada eficiência energética; elevado conforto térmico; excelente qualidade do ar interior; e sustentáveis. É missão da Casa Passiva sensibilizar para o conceito construtivo que caminha no sentido oposto à pobreza energética.


Construir segundo o conceito Casa Passiva assenta em vários princípios, destacando‑se o bom nível de isolamento térmico da envolvente opaca, a ausência de infiltrações de ar, a ventilação mecânica com recuperação de calor e os envidraçados eficientes. Deste modo de construir e reabilitar resultam edifícios com excelente qualidade do ar interior, conforto térmico em todas as estações, reduzido consumo energético (que se traduz em poupanças significativas na fatura da energia), controlo dos níveis de humidade e CO2 e ausência de anomalias de origem térmica ou relacionadas com elevados teores de humidade.


Para saber mais acerca do conceito Casa Passiva não deixe de visitar o nosso site ou de seguir a Associação Casa Passiva nas redes sociais.

http://www.ua.pt/casapassiva/

e-mail: casapassiva@ua.pt

Facebook: https://www.facebook.com/casapassivazeroenergy


Para saber mais, pode aceder às ligações abaixo:

Notícia original no site da Associação Zero

European Energy Poverty Index (EEPI) no site da OpenExp

Relatório original (em inglês) em formato pdf

Notícia do dia 20 de Fevereiro no jornal Público 

última atualização a 22-02-2019
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