Dia 19 de fevereiro

15h00 | Reitoria da Universidade de Aveiro

"Serviços 4.0: Indústria quo vadis?"

Eng. João Picoito

Consultor de empresas


Entrada livre sujeita a inscrição aqui

Atribuição de certificado de participação

joão picoito


"Serviços 4.0: Indústria quo vadis?" é o tema da segunda conferência do Ciclo de Conferências UA2030. Desafios para a Década, agendada para o dia 19 de fevereiro, às 15h00, na Reitoria da UA, e que terá como orador convidado o Eng. João Picoito, Consultor de Empresas.

A nova vaga de Serviços Digitais, assente em plataformas globais, está a moldar não só a economia, mas também a sociedade.

Esta onda avassaladora avança simultaneamente nas três frentes da criação, da destruição e da transformação. Novos mercados e empresas, novos hábitos sociais e formas de organização e governança sucedem-se a um ritmo sem paralelo. O combustível deste mundo provém das novas redes ubíquas e acima de tudo da Cloud. As futuras redes IP e 5G em paralelo com o aumento exponencial da dispersão e capacidade de novos Data Centers instalados globalmente, quer remotos, quer mais perto – edge – dos consumidores, ainda vão acelerar mais as mudanças em curso. Na realidade ainda nem acabamos de ver a ponta do iceberg.

Neste contexto as novas aplicações, os novos modelos de negócio, as novas plataformas, vão exigir um esforço ímpar de educação no Digital. Na economia a infoinclusão vai deixar de ser essencialmente um parâmetro de produtividade para pura sobrevivência, individual ou colectiva.

A Indústria Europeia tem na transformação Digital a última oportunidade de infletir o longo declínio. O re-shoring da China e Ásia para o velho continente só será possível com um esforço concertado de todos. Desenganem-se os que pensam que pode haver inovação Europeia a longo prazo sem produção e cadeias logísticas Europeias.  Da mesma forma que não há produção sustentável sem ecosistemas Supply Chain integrados e com proximidade física, também não há inovação Industrial ou de Produto sem a respetiva integração local ou regional das cadeias produtivas. Nunca a teoria dos clusters foi tão verdadeira.

No contexto da reinvenção da Indústria no Mundo Ocidental competem dois modelos distintos: O modelo Alemão e o modelo Americano.

O modelo Alemão foca-se em políticas de alto nível assente em modelos de arquitetura standard privilegiando a integração dos processos industriais desde o ponto vista da interface tecnológica à própria semântica envolvida nos novos processos Digitais. No fundo é uma “top down approach” muito estruturada e em que a tecnologia Digital é apenas um enabler. O modelo Americano assenta muito mais na criatividade individual das empresas, que beneficiando da escala já alcançada pelas suas plataformas, tentam renovar a Indústria pelo lado “smart approach” em que a Internet das Coisas (IoT) tem um papel absolutamente estratégico.

A Indústria Portuguesa que perdeu a primeira e segunda revoluções, que teve uma aderência sofrível à terceira, não tem alternativa à quarta revolução industrial. Sendo que esta vem mais rápida, mais complexa e mais global, mas também bem mais marcada pelos respetivos egoísmos nacionais.



João Picoito

Iniciou a sua carreira profissional na Siemens AG.

Depois da conclusão da Licenciatura em Engenheira Electrotécnica e de Computadores, no Instituto Superior Técnico, mudou-se para Munique na Alemanha para integrar o Departamento de Redes Públicas de Comunicações onde ficou até 1995.

De volta a Portugal, assumiu a liderança do Departamento de Telecomunicações na Siemens Portugal. Um dos seus projectos mais importantes foi a implementação da digitalização das redes Públicas de Telecomunicações em Portugal.

Ficou na Siemens Portugal até 2007, como Membro do Conselho de Administração e Director Executivo.

Depois de integrar a Nokia em 2007 como Director Geral Ibérico, tomou a liderança de vários projectos de recuperação de negócio com enorme sucesso. Em 2012 já como VP para a Região da Europa do Sul, Europa Central e Ásia Central iniciou um período de grande crescimento da quota de mercado da Nokia, com especial enfoque nas redes móveis 3G e 4G. Saiu da Nokia em 2019.

Fundou com quatro sócios a P&A Agility to Business que atua nas áreas da Transformação Digital e Agile.

João Picoito foi membro da Assembleia Estatutária da Universidade de Lisboa e da Universidade de Aveiro; na Universidade de Aveiro fez parte do primeiro Conselho Geral. Foi também membro do Conselho Estratégico da Universidade de Lisboa e Universidade do Minho.

Ensina desde 2001 Sistemas de Gestão como Professor convidado (Universidade de Aveiro até 2006 e Universidade de Lisboa até ao presente). Em 2006 foi-lhe atribuído o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Aveiro.

última atualização a 18-02-2020
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