história do departamento de física

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O Departamento de Física (DFis) foi dos primeiros Departamentos a ser criados na Universidade de Aveiro. Ofereceu como primeira formação o Bacharelato em Física e Química (ensino), em colaboração com o Departamento de Química, do qual resultou em 1978 a licenciatura em Ensino de Física e Química, na área de formação de professores. Em 1981 foi criada a licenciatura em Física, com dois ramos (Física de Materiais e Física da Atmosfera). O ramo de Física da Atmosfera viria a evoluir, dando origem primeiro a um ramo de Meteorologia e Oceanografia, e posteriormente, em 2003, a uma licenciatura independente em Meteorologia e Oceanografia Física. Um marco importante para o ensino de Física em Portugal foi a introdução em várias universidades portuguesas de cursos de Engenharia Física, o que levou o DFis a criar a sua licenciatura em Engenharia Física em 1990.


Na sequência de anos de grande crescimento da UA foi criado em 1990 o Mestrado em Física Aplicada, e em 2000/1 os mestrados na área de formação de professores em Física e Química e em Física. Saliente-se também a colaboração no Mestrado em Ciências das Zonas Costeiras e do Mar criado em 1991, que foi o primeiro desta natureza em Portugal.


No âmbito da reformulação do Ensino Superior nacional decorrente da implementação da Declaração de Bolonha, em 2006/07 foram adequadas as licenciaturas em Física e Engenharia Física aos novos pressupostos de Bolonha, e a formação oferecida em Meteorologia e Oceanografia Física foi adequada à atual licenciatura em Meteorologia, Oceanografia e Geofísica, lecionada com a colaboração do Departamento de Geociências. Nesta ocasião foi também criada pela primeira vez em Universidades portuguesas a licenciatura em Ciências do Mar. Trata-se de uma licenciatura de caráter multidisciplinar lecionada em colaboração com os Departamentos de Química, Geociências, Biologia e Ambiente e Ordenamento. Ainda neste âmbito foram também criados em 2006/07 os Mestrados em Física (adequado da oferta existente) e em Meteorologia e Oceanografia Física, com o objetivo se constituírem o ciclo de estudos de continuidade para os licenciados em Física e em Meteorologia, Oceanografia e Geofísica. O DFis participou ainda ativamente na readequação do anterior mestrado pluridisciplinar em Ciências das Zonas Costeiras e do Mar ao novo mestrado em Ciências do Mar e das Zonas Costeiras, concebido para constituir o ciclo de estudos de continuidade para a licenciatura em Ciências do Mar. A continuidade natural para os licenciados em Engenharia Física seria o Mestrado em Engenharia Física, adequado também aos pressupostos do Processo de Bolonha. Em 2009, e seguindo uma tendência geral nas universidades portuguesas, procedeu-se a uma nova adequação da formação em Engenharia Física, através da criação do Mestrado Integrado em Engenharia Física. Este curso foi distinguido em 2013 com a Marca de Qualidade EUR-ACE (European Accredited Engineering Masters) atribuída conjuntamente pela Ordem dos Engenheiros e ENAEE (European Network for Accreditation of Engineering Education).


Mais recentemente, em 2015, o DFis propôs a criação dos Mestrados Integrados em Engenharia Biomédica e em Engenharia Computacional na Universidade de Aveiro, tirando partido das competências do seu corpo docente em diversas subáreas de especialidade da Física. Estas graduações foram lecionadas pela primeira vez em 2016, sob coordenação do DFis, e em conjunto com os Departamentos de Ciências Médicas e de Eletrónica, Telecomunicações e Informática no caso do primeiro, e com os Departamentos de Matemática e de Eletrónica, Telecomunicações e Informática no caso do segundo. Ainda em 2015, o DFis liderou o processo de fusão dos Mestrados em Meteorologia e Oceanografia Física e em Ciências do Mar e das Zonas Costeiras, no atual mestrado em Ciências do Mar e da Atmosfera, em funcionamento desde 2016 sob liderança do DFis.


Paralelamente, em estreita ligação com atividades de investigação, o DFis sempre teve atividades de formação a nível de doutoramento, tendo o primeiro doutoramento em Física pela UA sido outorgado em 1986. Atualmente o Departamento de Física oferece os programas doutorais MAP-FIS, em Engenharia Física e em História das Ciências e Educação Científica, colaborando nos programas doutorais em Nanociências e Nanotecnologias e em Ciência, Tecnologia e Gestão do Mar (Do*Mar).


De salientar que o DFis tem ainda participado noutros projetos de ensino. Estes resultam em geral da estrutura matricial da Universidade de Aveiro, e da colaboração com os demais departamentos, mas podem também surgir em função dos interesses estratégicos da própria universidade. Neste âmbito o DFis mantém desde a sua fundação uma importante vertente de “prestação de serviços” de ensino na UA, contribuindo na lecionação de unidades curriculares da área científica da Física em diversas graduações adstritas a outras unidades orgânicas (nomeadamente ao nível dos primeiros anos dos ciclos de estudos em ciências e engenharias), e também com aulas/seminários em outras instituições universitárias.


Na atualidade o DFis distingue-se claramente dos departamentos congéneres das restantes universidades nacionais, efetuando investigação de relevo em 20 subáreas da física incluídas no Web of Science, o que lhe permite apresentar uma oferta formativa diversificada e interdisciplinar. Saliente-se ainda que o DFis será com elevada probabilidade o único departamento nacional que participa em 3 programas doutorais financiados pela FCT (MAP-Fis, Engenharia Física e Do*Mar), e que tem investigadores integrados em 3 laboratórios classificados como excelente (CESAM, CICECO e I3N) no último processo de avaliação da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

última atualização a 11-11-2019
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