40 anos da UA
  • Manuel António Assunção nasceu em Sousel, em 1952. É Doutorado em Física pela Universidade de Warwick, Reino Unido, e professor catedrático no Departamento de Física da Universidade de Aveiro. Integrou as equipas reitorais dos professores Júlio Pedrosa, Isabel Alarcão e Helena Nazaré, onde assumiu funções de gestão universitária em vários domínios. Iniciou o mandato de quatro anos, como Reitor da UA, a 22 de Fevereiro de 2010.

    biografia completa

 
Caros membros da comunidade académica,

A Universidade de Aveiro nasceu num quadro inovador, propulsionado pelo Ministro Veiga Simão, que continha como um dos seus objetivos "...prestar serviço público específico, assim participando diretamente na resolução de problemas regionais e nacionais..." conforme estipulava o nosso Plano de Desenvolvimento de Funções de 1974/75.
Quatro décadas passadas e muito suor, competência e criatividade de tantos (docentes, investigadores, trabalhadores não-docentes, estudantes e inúmeros  parceiros), verificamos com grande regozijo a notável cooperação existente com  as empresas, a região  e os mais variados atores e amigos da universidade, entre os quais não podemos deixar de incluir os nossos antigos alunos. São hoje, igualmente, robustas as redes de trabalho nacionais e internacionais em que participamos, afirmando a UA como referência no ensino superior e na investigação em Portugal, mas também nas quatro partidas do Mundo.
O aniversário formal da UA, a 16 de dezembro de 2013, será apenas um dos marcos do programa de comemorações desse percurso que a todos orgulha. Pretendemos estabelecer um programa digno destes 40 anos, com muitos contributos dos membros da comunidade UA, que se inicia já em abril com a conferência Exit Talks (15 e 16 de abril).
Numa comunidade tão dinâmica quanto a nossa, o programa, que constará de uma página Internet criada propositadamente para dar visibilidade a essas quatro décadas da UA, contará seguramente com um leque muito diversificado de ações.
Venho, assim, solicitar o empenho de todos para mais este gesto de construção do nosso futuro, honrando o passado.
As propostas para o programa de comemorações, de onde sairão as iniciativas-marco após uma selecção prévia, deverão ser enviadas para 40anos@ua.pt. As ações serão incluídas no programa na página de Internet à medida que forem sendo comunicadas e consideradas.


Agradeço o envolvimento de todos.

Manuel António Assunção, Reitor



Prezada(o) membro da comunidade universitária de Aveiro,

Em anos transatos, antes das férias, enderecei-lhe uma mensagem fazendo um balanço do ano que acabava de transcorrer. Face ao momento que atravessamos, entendi, desta vez, como mais apropriado visar o período à nossa frente, o ano letivo que agora se inicia. De facto, no clima de imprevisibilidade e contenção em que vivemos, mais do que olhar atrás é fundamental ver para diante, reunindo a determinação, confiança e coesão imprescindíveis para o caminho que importa percorrer.

Não seria curial, ainda assim, não referir aquilo que de mais importante se conseguiu em 2011/2012. Foi mais um ano em que o resultado líquido das contas da Fundação UA foi positivo, juntando-se a um balanço entre receitas e despesas igualmente positivo http://www.ua.pt/conselhogeral/ReadObject.aspx?obj=23589 . Aprovou-se, em estreita colaboração com o Conselho Geral, um plano estratégico a três anos que clarifica a visão que queremos partilhar para a Universidade http://www.ua.pt/conselhogeral/ReadObject.aspx?obj=23890 . Pela primeira vez, com intensa participação dos Diretores das Unidades Orgânicas, elaborou-se um plano de atividades incluindo indicadores e metas com expressão descentralizada e global. Houve lugar a um significativo aprofundamento do modelo de governo e gestão da UA, consubstanciado, em particular, num trabalho próximo com os Diretores dos Departamentos e Escolas – que levou à assinatura de um Acordo Programático com cada uma das 20 Unidades Orgânicas – e com os Coordenadores das Unidades de Investigação e Laboratórios Associados: ambos instrumentais no controle da execução orçamental que tem vindo a ser feito. Passou-se, com referências elogiosas, pela auditoria do Tribunal de Contas. Não se deixou de continuar a proceder aos investimentos estratégicos estabelecidos. Foi possível retomar uma política de abertura de concursos. Instalou-se a Escola Doutoral. Aumentou-se a participação em projetos europeus e a atividade e contratação externas com a região e com as empresas. O Sistema de Garantia de Qualidade, enquanto instrumento essencial ao desempenho académico, foi objeto de uma crescente apropriação por todos os atores; e foi possível ligá-lo ao processo de avaliação do desempenho dos docentes que foi revisto e afinado com ampla participação. A UA esteve mais presente na comunicação social. Pôde-se melhorar, através da mobilização de uma rede alargada de atores institucionais, a relação com os estudantes de modo a minimizar dificuldades financeiras e abandonos indesejáveis. O esforço de internacionalização prosseguiu, assumindo enorme significado ter-se passado a marca de 10% de estrangeiros, distribuídos por 49 países, com relevo para os estudantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Ano bom, portanto, apesar das restrições existentes, em que não deixámos de fazer aquilo que nos tínhamos proposto, sem descontinuar nenhuma atividade. E em que, mais importante que tudo, continuámos a afirmar a nossa liderança na investigação, a nossa capacidade de atrair alunos e os nossos elevados padrões de cooperação com um leque cada vez mais diversificado de parceiros. Tudo isto só foi possível, claro está, por empenho, profissionalismo e atitude da esmagadora maioria dos membros da comunidade.

Todos os dias nos continuam a chegar notícias de cortes orçamentais, constrangimentos, austeridade e tensões sociais, em Portugal, na Europa, e mais além… É um contexto em que, por vezes, parece difícil manter a serenidade e uma perspetiva de futuro; mas em que, no entanto, reconhecendo as dificuldades que nos limitam e as incertezas dos tempos mais próximos, é importante nunca esquecer a extraordinária acumulação de experiência e talento que a Universidade de Aveiro representa e nessa base continuar a alicerçar uma visão positiva do que podemos alcançar.

Os resultados recentes do ranking do Times Higher Education constituem uma boa ilustração dos nossos méritos e do repto que se nos depara. Continuamos nas 400 melhores universidades do mundo e a nossa pontuação subiu 20%, o que é notável. Mas, seguindo a tendência das universidades dos países do Sul da Europa, perdemos posições face à concorrência de instituições emergentes de outros continentes.

Precisamos, por isso, de confiar nas nossas capacidades para resistir com pro-atividade, continuando a antecipar os problemas, a equacionar soluções, a aperfeiçoar a organização da Universidade e o modo como realizamos as nossas funções. Assim sendo, poderemos alimentar um otimismo na ação e mobilizar, a nosso favor, a energia criativa que detemos.

Quando o concreto imediato é feito de crise e austeridade, a perspetiva positiva não deve ser apenas uma abstração. Por isso falo em otimismo na ação. Por isso é importante identificar dinâmicas e instrumentos de apoio. Se olharmos à nossa volta, podemos encontrá-los  nas políticas da Universidade, em execução, que são inspiradas numa visão de futuro e que nos fazem acreditar nela:

– Apesar dos constrangimentos orçamentais, a Universidade retomou a abertura de concursos como forma de promover os melhores, renovar gerações e contribuir para reequilíbrios intra e trans-unidades orgânicas. A esse esforço, que incidiu essencialmente nos professores, deve agora juntar-se a atenção que os não-docentes e não-investigadores igualmente nos merecem.

– A força dos estudantes que nos escolhem e a dinâmica que ajudam a manter nos Campi faz com que eles próprios reconheçam "ser bom viver e estudar em Aveiro". Os resultados das colocações nas 1ª e 2ª fases do concurso de acesso foram muito satisfatórios e mantiveram a UA no grupo das instituições mais atrativas. O Fundo de Apoio ao Estudante em que fomos pioneiros há muitos anos atrás, entretanto reforçado, irá permitir uma capacidade aumentada de intervenção social junto dos discentes, a que se devem juntar objetivos de aprendizagem cooperativa, de práticas de voluntariado, de promoção da cidadania e de incremento das atividades desportiva e cultural.

– A colaboração com os antigos alunos, que se tem vindo a intensificar gradualmente é uma vantagem, com a qual, mutuamente, muito viremos ainda a ganhar.

– Apesar de todas as dificuldades e riscos, a Universidade tem conseguido manter o seu programa estratégico de investimento em espaços e equipamentos, que assegurem a diferença na capacidade de atrair talentos, captar projetos de investigação, motivar equipas. A essa capacidade soma-se agora, num futuro muito próximo, a possibilidade de recrutar investigadores para cinco novas linhas, fortemente interdisciplinares, desenhadas por associação de várias unidades de investigação. A que acresce as quatro cátedras convidadas, obtidas com o financiamento externo que conseguimos atrair.

– Estes programas de investimento, de abertura de concursos, de captação de receitas, são enquadrados por um modelo de gestão que se vem consolidando, assente em lógicas de crescente responsabilidade nas relações entre Reitoria, Diretores das Unidades Orgânicas e Responsáveis por outros Órgãos, Estruturas internas e Serviços, de forma a garantir processos de decisão mais dinâmicos e participados, cada vez mais transparentes, com mais eficiência e eficácia, mais apropriados e com maior sentido.

– A posição nos rankings internacionais e o reconhecimento dos nossos pares, em diversos consórcios e projetos conjuntos, permitem concretizar objetivos de internacionalização e de escolha de alianças com parceiros qualificados, com os quais vale a pena trabalhar.

– Temos a consciência muito clara (e procuramos guiar-nos por ela) que, na incerteza, a estratégia global duma instituição deve basear-se, muito, numa contínua adaptação do percurso, mediante a monitorização de fatores-chave do comportamento institucional.

Todos estes aspetos, a que se poderiam somar outros, organizados de forma consistente e em sintonia com o Plano Estratégico da UA, permitem pensar além dos entraves orçamentais e dos apertos atuais e tornam mais fácil acreditar na nossa capacidade para construir o futuro: numa visão mobilizadora, envolvendo a comunidade por inteiro, em que todos, docentes, outros trabalhadores e estudantes, assumam as suas responsabilidades de propulsar a UA, sempre, para uma melhor situação.

No próximo ano comemoraremos quatro décadas deste projeto formidável que é a Universidade de Aveiro, construído por pessoas que por trabalho e afeto fizeram dele um projeto comum com uma identidade muito própria. Seria muito importante e oportuno que, entre as iniciativas que marcarão a efeméride, um dos programas mobilizadores fosse a discussão alargada sobre inovação pedagógica e o processo de ensino e aprendizagem. Julgo que faria todo o sentido depois de termos, nestes últimos tempos, posto o foco na relação com o exterior e na investigação; até porque se assiste, a nível global, a iniciativas de disponibilização livre de conteúdos, de certificação on-line, e outras, cujo alcance, sendo ainda difícil de antecipar, não deixará de ser extraordinário.

Aproveito a ocasião para lhe enviar as palavras que proferi na recente Sessão de Abertura do Ano Letivo http://uaonline.ua.pt/upload/med/med_2506.pdf ; não podendo deixar, a propósito, de fazer o elogio da presença de tantos que tanto dignificou o momento.

Recomeçarei, em breve, as visitas às Unidades Orgânicas já devidas há algum tempo. Conto consigo para enriquecer o debate. Entretanto, desejo-lhe um bom ano académico.

Manuel António Assunção

 
 

 

Bem-vindos à página do Reitor

Esta página pretende melhorar os níveis de rapidez e eficácia da minha comunicação convosco. O que deverá acontecer em simultâneo com o diálogo presencial que me empenharei em continuar a praticar. Saber ouvir, de perto, é sempre a maneira mais fácil e mais autêntica de formar a base correcta que conduz à melhor decisão; e partilhar percepções e razões, em ambiente de proximidade, constitui um factor de mobilização e de coesão interna inestimável. Por isso encetarei visitas às Unidades Orgânicas à medida e tão logo os novos Directores e respectivas equipas se forem instalando. Considero-as da maior importância; mas tenho presente a dimensão que a nossa comunidade hoje assume e a diversidade de actores, de iniciativas e de áreas de actividade que nos compõe. Pelo que página do Reitor e contacto pessoal serão formas complementares – ambas fundamentais – da minha comunicação.

A página contém uma parte reservada a intervenções, onde constarão elementos que traduzem a visão estratégica preconizada para a UA, para além de discursos, entrevistas, outras formas de tomada de posição pública, e despachos de especial relevância que ajudem a qualificar essa visão e as políticas que a tornarão possível. Inclui um domínio em diálogo, aberto à iniciativa de todos “do lado de lá”, onde tentarei responder a questões concretas suscitadas. E dispõe de um bloco em curso que, abrangendo informação sobre a agenda e destaques dos média, privilegiará os desenvolvimentos recentes e as acções previstas (com o respectivo horizonte temporal) que importa serem do conhecimento de todos, em tempo próprio e oportuno, por constituírem o cerne da dinâmica da actuação do Reitor e da Reitoria. A página do Reitor corresponde a um compromisso assumido no programa de acção apresentado perante o Conselho Geral; aparecerá no seu contexto institucional apropriado, mas quero-a viva, útil, um instrumento de interacção e de trabalho.
Espero, sinceramente, que este espaço reduza, de maneira significativa, o défice de comunicação e de circulação da informação interna; que aumente os níveis de conhecimento e de compreensão sobre o que de mais relevante vai acontecendo na nossa casa; e que fomente a nossa coesão.

Ajudem a que isso aconteça!

Manuel António Assunção

 

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