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FORMULAÇÃO DA QUESTÃO CLÍNICA


A formulação de uma questão clínica implica o conhecimento prévio do assunto a pesquisar, observação da realidade, formulação da pergunta que representa a necessidade de informação, identificação dos pontos principais e, por último, a investigação nas fontes de informação.

A pergunta deve ser o ponto de partida para o investigador. Existem técnicas aplicadas à construção de uma boa questão clínica, entre elas a PICO, que compreende os seguintes elementos:

Paciente ou problema

Definir a população, as características do paciente e condição com a qual está a lidar.


Intervenção

Definir a principal intervenção que está a considerar.


Comparação

Identificar a principal intervenção alternativa que está a considerar, caso tenha, e de que forma a compara com a intervenção existente.


Outcome

Definir o resultado, a meta a tentar alcançar, medir/avaliar, melhorar.


Após a definição da questão clínica é então possível identificar a evidência necessária para resolver o problema.

Algumas dicas de pesquisa:

Utilize palavras que representem o assunto a pesquisar;

Use o MeSh sempre que tiver dúvidas na identificação dos termos em inglês a pesquisar;

Use o DeCS sempre que tiver dúvidas na identificação dos termos em português a pesquisar;

Utilize as "aspas" para pesquisar termos compostos - Ex.: "neck pain";

Utilize o * (asterisco) como truncatura, isto é, para pesquisar variações no início ou no final das palavras - Ex.: Old* - recupera artigos com a palavra old, oldest, older... - Ex.: *edema - recupera Oedema, Lymphedema ou Lymphoedema.

NOTA: O asterisco (*) é usado para bases de dados como a PubMed e Scopus, mas pode variar noutras bases de dados;

O idioma a pesquisar deve corresponder ao da base de dados;

Use os operadores boleanos "AND", "OR", "NOT" para pesquisas mais precisas;

Analise os assuntos dos artigos e as referências bibliográficas para novas pesquisas.


OUTROS TUTORIAIS
University Library University of Illinois at Chicago

[http://researchguides.uic.edu/content.php?pid=232200&sid=1921075]


BIBLIOGRAFIA
(2009). Evidence-based medicine, systematic reviews, and guidelines in interventional pain management: Part 6. systematic reviews and meta-analyses of observational studies. Pain Physician., 12(5), 819-850. Retrieved from http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19787009

(1998). Evidence-based medicine. how to use biomedical literature to solve clinical problems. italian group on evidence-based medicine-gimbe. Minerva Med., 89(4), 105-115. Retrieved from http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9676176

DUKE UNIVERSITY MEDICAL CENTER – Evidence-Based Practice [Em linha], atual. 2014. Retrieved from http://guides.mclibrary.duke.edu/content.php?pid=274373&sid=2262246

CONSELHO INTERNACIONAL DE ENFERMEIROS – Combater a desigualdade: da evidência à acção. [S.l.] : Ordem dos Enfermeiros, 2012. 60 p.


última atualização a 17-10-2014
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